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Morte brutal do cão Orelha em Florianópolis provoca comoção e ação da polícia em SC
Foto reprodução
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A morte do cão comunitário “Orelha”, conhecido por viver há anos na Praia Brava, em Florianópolis (SC), mobilizou moradores, autoridades e organizações de proteção animal. O animal foi brutalmente agredido, não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia. O caso, tratado como maus-tratos, segue sob investigação pela Polícia Civil, com apoio do Ministério Público de Santa Catarina.

Orelha foi encontrado ferido no dia 15 de janeiro por moradores da região, que o encaminharam para atendimento veterinário. Diante da gravidade dos ferimentos e do sofrimento irreversível do animal, os veterinários decidiram pela eutanásia. O cão era querido pela comunidade e vivia em uma casinha improvisada por voluntários na região.

A repercussão do caso foi imediata, provocando manifestações nas redes sociais, notas de repúdio e pedidos de justiça por parte de ONGs, moradores e da Associação de Moradores da Praia Brava. O governador Jorginho Mello (PL) também se manifestou, afirmando ter determinado celeridade nas investigações e solicitado mandados à Justiça.

As investigações começaram após denúncias de que um grupo de adolescentes teria sido responsável pelas agressões. No dia 26 de janeiro, a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão em residências ligadas aos suspeitos, com foco na apreensão de equipamentos eletrônicos — como celulares e computadores — e na tentativa de localizar uma possível arma de fogo usada para coagir uma testemunha do caso. O objeto não foi encontrado.

Dois adolescentes foram alvo das buscas, enquanto outros dois suspeitos estão nos Estados Unidos, em uma viagem que, segundo familiares, estava previamente agendada. A polícia já foi informada oficialmente sobre a saída dos jovens, que devem retornar na próxima semana.

Além dos adolescentes, três adultos também são investigados por possível tentativa de coação de testemunha, inclusive com ameaça armada, conforme relatado pelo delegado Ulisses Gabriel. Entre os alvos estão o pai de um dos adolescentes e um policial civil.

Segundo a Polícia Civil, a autoria do crime está sendo apurada com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores. Caso a participação dos adolescentes seja confirmada, o caso será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Famílias se manifestam

As famílias de dois adolescentes negaram publicamente o envolvimento dos filhos e alegam que estão sendo vítimas de ameaças e exposição indevida. Um dos pais afirmou que o filho “não tem qualquer relação com o fato” e que vídeos compartilhados nas redes sociais não mostram o jovem. As famílias afirmam confiar nas autoridades e disseram estar colaborando com as investigações.

Outro caso em apuração

Além da morte de Orelha, a polícia também apura uma possível tentativa de afogamento de outro cão, um caramelo, levado ao mar por um adolescente. O animal conseguiu escapar e sobreviveu, e o delegado do caso adotou o cachorro.

O caso segue em investigação e não estão descartados novos desdobramentos, principalmente após a perícia dos materiais eletrônicos apreendidos. A morte de Orelha tornou-se símbolo de luta contra os maus-tratos a animais e reforçou a mobilização social em torno da causa.

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