Uma nevasca histórica atingiu o extremo leste da Rússia, provocando um cenário extremo que não era registrado há 30 a 60 anos, segundo autoridades meteorológicas locais. Em algumas áreas, a neve chegou a até 4 metros de altura, soterrando ruas, veículos e dificultando o acesso a prédios residenciais e serviços essenciais.
O fenômeno afetou principalmente regiões próximas ao Ártico, com destaque para a península de Kamchatka, onde cidades inteiras ficaram praticamente cobertas por um espesso manto branco. A quantidade de neve acumulada superou a média histórica para o período, causando transtornos severos à população.
Com o avanço da nevasca, o transporte público foi interrompido, estradas foram bloqueadas e escolas precisaram suspender as atividades. Em vários pontos, equipes de emergência atuaram sem parar para remover a neve, liberar vias e evitar acidentes, principalmente o desabamento de telhados e a queda de grandes blocos de gelo.
Autoridades locais decretaram estado de emergência em áreas mais afetadas. Pelo menos duas mortes foram confirmadas em decorrência de acidentes relacionados ao acúmulo de neve e gelo, reforçando o risco que eventos climáticos extremos representam para a segurança da população.
Especialistas explicam que a intensidade da nevasca está ligada a sistemas de baixa pressão combinados com massas de ar extremamente frio, criando condições ideais para precipitações prolongadas e volumosas. O resultado foi um evento classificado como excepcional, tanto pela duração quanto pela quantidade de neve acumulada.
Apesar de regiões do extremo leste russo estarem acostumadas a invernos rigorosos, moradores relataram que a atual nevasca ultrapassou qualquer parâmetro recente, exigindo uma mobilização inédita dos serviços públicos e da própria população para lidar com os impactos do frio extremo.
Exageros da IA
Com a circulação intensa de imagens nas redes sociais, nem todo vídeo compartilhado reflete fielmente a realidade. Algumas gravações usam edições, recortes fora de contexto ou até inteligência artificial para ampliar visualmente a gravidade do fenômeno, criando cenas que parecem irreais.
Embora a nevasca seja, de fato, histórica e severa, especialistas alertam para a importância de verificar a origem das imagens e confiar em informações divulgadas por fontes oficiais e veículos jornalísticos. Em tempos de IA avançada, o impacto visual pode enganar — e a desinformação se espalha tão rápido quanto a própria neve.
