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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta semana a criação de um novo Conselho da Paz para a Faixa de Gaza (Board of Peace, em inglês) como parte de sua estratégia diplomática para supervisionar a reconstrução, a governança e o desarmamento no território após anos de conflito com o Hamas. A iniciativa faz parte da segunda fase de um plano de paz mais amplo liderado pelos EUA.

Carta para Lula

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, via embaixada do Brasil em Washington, uma carta convite oficial de Donald Trump para integrar o Conselho da Paz. A carta foi enviada na sexta‑feira (16), e o Itamaraty confirmou o recebimento. Até o momento, o Planalto ainda não divulgou uma resposta formal sobre a aceitação ou não do convite.

Além do Brasil, líderes de outros países foram convidados, como os presidentes da Argentina, Javier Milei, do Paraguai, Santiago Peña, o presidente do Egito, Abdel Fattah el‑Sisi, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

Reunião de líderes

O Conselho da Paz é uma nova estrutura proposta pela Casa Branca para reunir países e líderes internacionais com a intenção de supervisionar a reconstrução e a transição política da Faixa de Gaza após um frágil cessar‑fogo entre Israel e o Hamas. Segundo a administração Trump, o conselho também terá papel em coordenação de ajuda humanitária, desarmamento e promoção de um governo de transição em Gaza sob supervisão internacional.

Como parte dessa iniciativa, a Casa Branca já anunciou alguns nomes que farão parte do conselho executivo fundador, incluindo:

  • Marco Rubio – secretário de Estado dos EUA
  • Steve Witkoff – enviado especial dos EUA para o Oriente Médio
  • Jared Kushner – conselheiro e genro de Trump
  • Sir Tony Blair – ex‑primeiro‑ministro do Reino Unido
  • Ajay Banga – presidente do Banco Mundial
  • Marc Rowan – executivo da Apollo Global Management
  • Robert Gabriel – vice‑assessor de segurança nacional dos EUA

O presidente Trump liderará o conselho como seu presidente (chair).

Reações internacionais

A formação do Conselho da Paz tem gerado debates e reações variadas na cena internacional. Alguns governos consideram o convite uma oportunidade de fortalecer diálogos diplomáticos e buscar soluções duradouras para a crise humanitária em Gaza. Outros observadores criticam a iniciativa por não incluir diretamente representantes palestinos no corpo principal de decisão, um ponto considerado crucial por muitos especialistas em conflito no Oriente Médio.

O governo de Israel, por sua vez, expressou preocupações com a composição de um conselho que não foi coordenado com Tel Aviv, especialmente por incluir representantes de países com posições políticas críticas em relação à política israelense.

O Conselho da Paz se insere em um plano de paz para Gaza iniciado em 2025 pelo presidente Trump, que incluiu um cessar‑fogo em outubro de 2025 e propostas para um governo de transição tecnocrático no território. Essa estratégia tem buscado combinar esforços diplomáticos, governança e reconstrução como parte de uma visão mais ampla de estabilidade na região.

Destaques ISN

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