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Hérnia Abdominal e Cirurgia Complexa: O caso de Vitor Meireles e sua recuperação
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Aos 36 anos, Vitor Meireles, um goiano que antes era professor de beach tênis e hoje é criador de conteúdo, enfrentou uma série de complicações após múltiplas cirurgias abdominais. O que começou com uma retirada de apêndice aos 24 anos, evoluiu para problemas ainda mais graves com o tempo, culminando em uma hérnia abdominal que ele nunca imaginou enfrentar.

O início dos problemas ocorreu há 12 anos, quando Vitor foi diagnosticado com apendicite. Após uma cirurgia de urgência, ele passou a sentir dores persistentes ao fazer exercícios que exigiam esforço abdominal, algo que ele tentou ignorar por anos. Contudo, em 2025, Vitor enfrentou uma crise ainda mais grave: o intestino paralisou, ele começou a vomitar e sentiu dores intensas. A obstrução intestinal só foi diagnosticada depois de vários exames e idas a diferentes hospitais.

Apesar de a cirurgia resolver a obstrução, um novo problema surgiu: uma hérnia começou a se desenvolver no local da operação. Vitor relata que, em cerca de um mês, a hérnia cresceu significativamente. Sem o uso de uma cinta abdominal no pós-operatório e com a falta de repouso, o quadro piorou. Quando procurou ajuda médica, o diagnóstico foi claro: seria necessária uma nova cirurgia. Porém, o procedimento foi adiado diversas vezes, devido a complicações com infecções respiratórias que impediam a anestesia.

Após seis meses de tentativas frustradas de encontrar um cirurgião, Vitor finalmente foi atendido pelo especialista Cássio Gontijo, que explicou que a hérnia incisional, comum após cirurgias de emergência, ocorre quando a musculatura abdominal não cicatriza adequadamente, deixando uma abertura. Com uma taxa de complicações que pode variar de 30% a 50%, esse tipo de problema exige cuidados e abordagens cirúrgicas especializadas.

Para tratar a hérnia, Vitor passou por um processo de preparação cuidadosa, que incluiu perda de peso e o uso de toxina botulínica (conhecida como botox) para paralisar temporariamente a musculatura abdominal e permitir maior extensão muscular. Outra técnica utilizada foi o pneumoperitônio progressivo, que ajudou a reduzir o inchaço intestinal e a melhorar as condições para a cirurgia.

A cirurgia foi realizada com uma técnica inovadora conhecida como a cirurgia de Alcino Lázaro da Silva, que utiliza o próprio saco herniário para reforçar a parede abdominal, evitando o uso de telas ou próteses. Essa abordagem tem a vantagem de reduzir riscos, pois não envolve corpos estranhos no organismo.

Após a bem-sucedida cirurgia, Vitor permaneceu internado por um curto período e, dois meses depois, celebra sua recuperação gradual. “Eu só queria voltar a caminhar, sair de casa e tomar banho sozinho”, disse ele. A recuperação continua, e ele retoma sua rotina aos poucos, consciente dos desafios que enfrentou.

O caso de Vitor Meireles destaca a importância do diagnóstico correto, do acompanhamento médico adequado e do uso de técnicas especializadas para o tratamento de hérnias incisionais complexas. Ele também serve como um alerta sobre os riscos de complicações após cirurgias de urgência, que podem exigir tratamentos mais cuidadosos e personalizados.

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