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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano deve iniciar em breve ações em terra para interromper rotas usadas no tráfico de drogas que partem da Venezuela com destino aos Estados Unidos. A declaração foi feita nesta quinta-feira (11), durante conversa com repórteres na Casa Branca, e amplia o tom de confronto da atual política americana em relação ao governo de Nicolás Maduro.

Segundo Trump, as medidas já adotadas no mar tiveram impacto significativo. O presidente afirmou que o tráfico marítimo de drogas teria caído 92% desde o início das operações reforçadas, restando uma parcela que, segundo ele, ainda não foi totalmente identificada. “Qualquer pessoa envolvida nisso agora não está se dando bem”, declarou, ao indicar que o próximo passo será o combate às rotas terrestres. “Vamos resolver isso em terra também. Vai começar em breve”, completou.

A fala ocorre em um contexto de endurecimento das ações dos Estados Unidos contra a Venezuela, que nas últimas semanas incluiu apreensões de navios, reforço de sanções econômicas e operações de fiscalização em áreas estratégicas do Caribe. O discurso oficial do governo americano sustenta que o narcotráfico estaria ligado a esquemas de financiamento ilegal e a redes que utilizam o território venezuelano como corredor para envio de drogas.

Internamente, as declarações do presidente provocaram reações divergentes. Setores do Congresso demonstraram preocupação com uma possível escalada militar sem autorização legislativa formal, alertando para os riscos de um confronto direto com o governo venezuelano. Parlamentares questionam até que ponto ações em terra poderiam configurar violação de soberania e gerar consequências diplomáticas mais graves na América Latina.

Do outro lado, o governo da Venezuela reagiu com críticas duras às recentes medidas norte-americanas. Autoridades venezuelanas classificam as operações como atos de agressão e rejeitam qualquer vínculo institucional com o tráfico de drogas, alegando que o país é alvo de pressão política e econômica. O discurso de Caracas aponta para uma tentativa de justificar intervenções externas sob o argumento de combate ao narcotráfico.

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