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O governo de Israel divulgou nesta sexta-feira (10) a lista de 250 presos palestinos que poderão ser libertados como parte do cessar-fogo...
Créditos: Omar Al-Qattaa/AFP
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O governo de Israel divulgou nesta sexta-feira (10) a lista de 250 presos palestinos que poderão ser libertados como parte do cessar-fogo em vigor na Faixa de Gaza. A medida faz parte da primeira fase do plano de 20 pontos proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra iniciada em outubro de 2023.

A lista foi publicada no site do Ministério da Justiça israelense e inclui apenas detidos por motivos de segurança, sem nomes de figuras simbólicas da luta armada palestina, como Marwan Barghouthi — conhecido como o “Mandela da Palestina” —, Ahmad Saadat, Hassan Salamé e Abbas Al-Sayyed, todos condenados à prisão perpétua por ataques fatais contra Israel.

A exclusão desses nomes frustra as expectativas do Hamas, que havia solicitado a libertação de Barghouthi e outros líderes durante negociações indiretas com Israel, intermediadas por autoridades egípcias. Barghouthi, ex-dirigente do Fatah, foi preso em 2002 e condenado dois anos depois. Embora Israel o considere um terrorista, ele é amplamente respeitado entre os palestinos por seu papel nas intifadas e por rejeitar os Acordos de Oslo.

O plano prevê que, nas primeiras 72 horas após o início do cessar-fogo, o Hamas liberte 48 reféns sequestrados em 7 de outubro de 2023 — vivos ou mortos —, além dos restos mortais de um soldado israelense morto em 2014. Em contrapartida, Israel se compromete a soltar os 250 prisioneiros listados e 1.700 palestinos de Gaza detidos desde o início da atual guerra.

O cessar-fogo entrou em vigor às 6h (horário de Brasília) e marca o primeiro avanço significativo nas negociações desde o início do conflito. No entanto, a ausência de figuras históricas na lista de libertações pode complicar os próximos passos do acordo e gerar insatisfação popular nos territórios palestinos.

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