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O brasileiro Fernando Sabag Montiel, de 38 anos, foi condenado nesta quarta-feira (8) a 10 anos de prisão por sua participação na tentativa de assassinato contra a ex-presidente e vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, em 1º de setembro de 2022. O atentado aconteceu diante da casa de Kirchner, quando Montiel tentou atirar contra a cabeça da vice-presidente, mas a pistola falhou, e ela não foi ferida.
Sabag Montiel foi considerado autor de tentativa de homicídio agravado pelo uso de arma de fogo e por portar uma arma de guerra sem a devida autorização legal. Durante o julgamento, o réu admitiu que tentou matar a ex-presidente, mas afirmou que não se arrepende do ato. Ele também alegou, em suas últimas palavras no tribunal, que o caso foi armado e que a pistola foi colocada no local para incriminá-lo.
Sentença somada a pena anterior por abuso sexual infantil
Além da condenação de 10 anos, a sentença de Sabag Montiel foi somada a uma pena anterior de 4 anos e 3 meses de prisão por posse e distribuição de material de abuso sexual infantil. Assim, ele cumprirá um total de 14 anos de prisão.
A então namorada de Montiel, Brenda Uliarte, de 26 anos, foi condenada a 8 anos de prisão por ser “participante necessária” na tentativa de homicídio. Já o terceiro réu, Gabriel Carrizo, foi absolvido.
O atentado e o julgamento
No dia do atentado, Cristina Kirchner estava cumprimentando apoiadores na frente de sua casa, no bairro da Recoleta, em Buenos Aires. Montiel se aproximou e levantou uma pistola, mas a arma falhou no momento crucial. A Polícia Federal argentina, responsável pela segurança de Kirchner, deteve Montiel rapidamente.
A defesa de Montiel havia solicitado que ele fosse considerado inimputável, mas o tribunal rejeitou o pedido, mantendo a condenação. O réu, que nasceu no Brasil, foi criado na Argentina e tem cidadania argentina, seguiu uma linha de defesa confusa durante o julgamento, comparando-se ao ex-procurador argentino Alberto Nisman, que foi assassinado em 2015.


