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Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), trocaram elogios nesta segunda-feira (17), durante uma agenda no Amapá. O encontro marcou a primeira aparição pública dos dois após a retomada do diálogo entre o Palácio do Planalto e o comando do Senado.
Lula e Alcolumbre visitaram o navio-sonda utilizado pela Petrobras nas atividades de exploração de petróleo na Margem Equatorial, na costa do Amapá. A agenda ocorreu após a estatal anunciar a identificação de petróleo e gás em um poço exploratório na região.
Durante o encontro, Alcolumbre destacou a atuação de Lula na defesa do projeto de exploração da Margem Equatorial e afirmou que a descoberta deve ser motivo de orgulho para os brasileiros.
“Na minha condição de amapaense, de presidente do Congresso Nacional, muito obrigado pela defesa que o senhor fez ao longo dos últimos três anos e meio, enfrentando tudo e todos para defender que este projeto chegasse no dia de hoje com essa descoberta feita pela Petrobras, que tem que ser o orgulho de todos os brasileiros.”
Lula agradece atuação de Alcolumbre no Congresso
Em seu discurso, Lula também fez referência à reaproximação com o presidente do Senado e agradeceu pelo andamento de propostas de interesse do governo que estão em tramitação no Congresso Nacional.
O presidente citou três projetos que, segundo ele, foram encaminhados às comissões do Senado após uma conversa recente com Alcolumbre: a PEC da Segurança, o projeto relacionado ao fim da escala de trabalho 6×1 e a proposta sobre minerais críticos e terras raras.
“Essa semana tive uma conversa com o senador Alcolumbre e ele mandou para as comissões três propostas importantes: a PEC da Segurança, o projeto de lei do fim da escala 6×1 e o projeto que trata dos minerais críticos, as terras raras”, afirmou Lula.
A movimentação ocorre em meio à tentativa de reconstrução da relação entre o governo federal e o comando do Senado.
Lula e Alcolumbre retomaram diálogo após crise
A relação entre Lula e Alcolumbre havia sido afetada por uma série de desentendimentos entre o governo e o Senado. O episódio mais recente citado como ponto de ruptura ocorreu em abril, quando os senadores rejeitaram a indicação de Jorge Messias, então advogado-geral da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
A rejeição provocou tensão entre o Executivo e o Senado e interrompeu o diálogo direto entre Lula e Alcolumbre.
Nos últimos dias, porém, os dois voltaram a se reunir. Segundo as informações divulgadas, foram três encontros durante o processo de reaproximação: o primeiro ocorreu na residência do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e os outros dois no Palácio da Alvorada.
A agenda pública no Amapá foi, portanto, o primeiro compromisso oficial dos dois desde a retomada das conversas.
Petróleo na Margem Equatorial esteve no centro da agenda
A visita ao navio-sonda ocorreu em um momento importante para a exploração de petróleo na costa do Amapá.
A Petrobras anunciou a descoberta no poço Morpho, no bloco BM-FZA-59, na Margem Equatorial. A área fica em águas profundas, a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá.
A identificação de petróleo ainda não representa a confirmação de uma reserva comercialmente explorável. A Petrobras precisa concluir a perfuração e realizar estudos para estimar o volume encontrado e avaliar a viabilidade técnica e econômica de uma eventual produção.
Para Alcolumbre, a atividade exploratória tem relevância especial para o Amapá, seu estado de origem. O senador defendeu que o desenvolvimento do projeto possa gerar benefícios econômicos para a população local.
O encontro entre Lula e Alcolumbre combinou, assim, dois temas centrais para o governo e para o Congresso: a exploração da Margem Equatorial e a retomada da articulação política entre o Executivo e o Senado.

