Investigação aponta que internos eram mantidos sob maus-tratos e incluía moradores de uberlândia e outras cidades da região
A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante a proprietária de uma clínica de reabilitação em Caldas Novas, acusada de manter pacientes em cárcere privado e submetê-los a maus-tratos. A ação teve apoio do Ministério Público e do Grupo Especial de Investigação.
No local, foram encontrados idosos, dependentes químicos e pessoas com deficiência mental em situação irregular. Entre os internos estavam moradores de Uberlândia, Prata e Monte Alegre, em Minas Gerais, além de cidades goianas como Itumbiara, Goiatuba e São Luís de Montes Belos, além de São José do Rio Preto (SP). De acordo com a polícia, parte deles teria sido levada à força para a unidade.
A clínica operava sem alvará da prefeitura e sem autorização da vigilância sanitária. Testemunhas relataram que os pacientes recebiam medicamentos para reduzir sua capacidade física e sensorial, eram trancados em quartos e pressionados a assinar termos de internação voluntária.
O espaço era cercado por muros altos e mantido fechado, enquanto o pagamento era feito por familiares que acreditavam financiar um tratamento adequado. Após a prisão da responsável, a assistência social foi acionada para organizar o retorno dos pacientes às cidades de origem.