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taxa de desemprego no Brasil
Reprodução Agência Brasil
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Economia – A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice já registrado para esse período desde 2012. O resultado representa uma redução em relação aos 5,4% observados no segundo trimestre deste ano e aos 5,6% registrados no mesmo período de 2025.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

De acordo com o levantamento, o país tinha 5,6 milhões de pessoas desocupadas entre julho e setembro. O número representa uma queda de 4% em relação ao trimestre anterior, quando havia 5,9 milhões de pessoas nessa condição. São 234 mil pessoas a menos em busca de trabalho.

Na comparação anual, a redução foi de 6,9%, equivalente a 417 mil pessoas a menos em situação de desemprego.

Número de pessoas ocupadas bate recorde

A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas no terceiro trimestre, o maior contingente da série histórica da pesquisa.

O resultado representa crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com a entrada de mais 581 mil pessoas na população ocupada. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve aumento de 1,2%, ou 1,2 milhão de trabalhadores.

O nível de ocupação, indicador que corresponde à proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar, também alcançou um recorde, chegando a 59%.

No segundo trimestre, esse percentual era de 58,8%. Já no terceiro trimestre do ano passado, havia sido de 58,7%.

Informalidade atinge 37,5% dos trabalhadores

Apesar da redução do desemprego, a informalidade continua representando uma parcela significativa do mercado de trabalho brasileiro.

Segundo o IBGE, a taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.

No trimestre anterior, o índice era de 37,4%, com 38,6 milhões de pessoas nessa condição. Já no terceiro trimestre de 2025, a taxa havia sido de 37,8%, com 38,7 milhões de trabalhadores informais.

Rendimento médio chega a R$ 3.790

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.790 no terceiro trimestre de 2026. O valor permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou crescimento de 3,6% na comparação anual, o equivalente a R$ 131 a mais.

A massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos ganhos recebidos pelos trabalhadores, alcançou R$ 387,5 bilhões. O montante foi o maior da série histórica.

Na comparação com o segundo trimestre, houve alta de 1,5%, correspondente a R$ 5,6 bilhões. Em relação ao mesmo período de 2025, o crescimento foi de 4,7%, ou R$ 17,5 bilhões.

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