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Ibovespa e dólar hoje
Reprodução Freepik
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Economia – O mercado financeiro brasileiro operava com volatilidade nesta terça-feira (27), após a forte reação à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026. Depois de iniciar o pregão em alta, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, passou a registrar leve queda, enquanto o dólar recuava frente ao real.

No início da sessão, o índice chegou a subir cerca de 1%. Posteriormente, passou a cair 0,20%, aos 176,2 mil pontos. Já o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em 16 de dezembro avançava 0,15%.

O movimento ocorre após uma segunda-feira (26) marcada por fortes perdas nos ativos brasileiros. Na ocasião, o Ibovespa recuou 13,88%, em sua maior queda desde 2020, e o pregão acionou o mecanismo conhecido como circuit breaker, utilizado para interromper temporariamente as negociações diante de oscilações expressivas.

Dólar recua após disparada histórica

O dólar abriu em queda nesta terça-feira, após registrar a maior valorização diária em mais de duas décadas na sessão anterior.

Às 11h30, a moeda norte-americana caía 1,61%, cotada a R$ 5,3267. Na segunda-feira, o dólar havia subido 8,36% e encerrado o dia a R$ 5,4066. Durante a manhã, chegou a ultrapassar R$ 5,60, mas perdeu força ao longo do pregão.

A valorização registrada na véspera foi a maior desde 5 de março de 2003, quando a moeda avançou 10,4% em um único dia. O fechamento de segunda-feira também representou a cotação mais elevada desde 2 de janeiro de 2026.

A reação dos investidores foi associada ao resultado eleitoral, que contrariou as expectativas de parte do mercado por uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) e por uma agenda econômica considerada mais favorável ao ajuste fiscal.

Investidores avaliam cenário econômico do novo governo

A cautela dos investidores também está relacionada às expectativas sobre a condução da política econômica durante o próximo mandato de Lula. Entre os pontos de atenção estão o controle das contas públicas, a realização de reformas estruturais e a futura composição da equipe econômica.

Na terça-feira, o Citigroup e a BCA Research reduziram suas recomendações para ativos brasileiros. As instituições avaliaram que a relação entre risco e retorno de ações, títulos e moeda do país havia se deteriorado diante das incertezas sobre a disciplina fiscal e as reformas no próximo governo.

Outro evento acompanhado pelo mercado era a entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, prevista para as 11h. A apresentação do relatório de estabilidade financeira poderia trazer informações relevantes para os investidores, em meio à expectativa pelos primeiros comentários públicos do dirigente após o resultado eleitoral.

Cenário internacional também influencia a bolsa

Além dos fatores políticos e econômicos domésticos, os investidores acompanhavam notícias do exterior.

Um balanço financeiro abaixo das expectativas do HSBC pressionava ações do setor bancário. Ao longo da semana, os resultados de grandes empresas de tecnologia, como Microsoft, Amazon e Alphabet, também devem influenciar o humor dos mercados, especialmente diante das dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial.

No cenário monetário internacional, as decisões de juros do Federal Reserve, dos Estados Unidos, do Banco Central Europeu e do Banco do Japão estavam entre os principais eventos aguardados pelos investidores.

A expectativa predominante era de manutenção das taxas nas três economias, mas as declarações das autoridades monetárias poderiam alterar as perspectivas para os mercados globais.

Com a combinação de incertezas políticas, expectativas fiscais e acontecimentos internacionais, os investidores seguem atentos aos próximos movimentos da bolsa e do câmbio.

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