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mudanças na cúpula da Polícia Federal
Reprodução Polícia Federal
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Política – A Polícia Federal (PF) prepara mudanças em sua cúpula após o encerramento das eleições de 2026. Três diretores da instituição e a chefe de gabinete do diretor-geral, Andrei Rodrigues, devem deixar suas atuais funções para assumir postos no exterior.

As movimentações envolvem representações policiais em países europeus e a atuação brasileira na Europol, organismo de cooperação policial internacional. Os nomes passaram por um processo seletivo que começou no início do ano e incluiu a análise do histórico profissional dos candidatos.

Apesar da aprovação das indicações, as nomeações ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União e de aval do presidente da República. Até o momento, não há prazo definido para a conclusão do processo.

Veja quem pode assumir cargos no exterior

Quatro integrantes da estrutura da Polícia Federal estão entre os nomes envolvidos nas mudanças.

  • Felipe Seixas: atual diretor de Cooperação Internacional da PF, foi indicado para a adidância policial na Áustria. Ele coordena relações da instituição com a Interpol, outros organismos internacionais e forças policiais estrangeiras.
  • Humberto Freire: diretor da Amazônia e Meio Ambiente, deve assumir a função de adido policial na Espanha.
  • André Luis Carmo: diretor de Administração e Logística da PF, teve o nome aprovado para a adidância policial na Alemanha.
  • Bianca Murad: chefe de gabinete do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, deve atuar na Europol como representante da instituição brasileira.

As adidâncias policiais funcionam como postos de representação e cooperação entre autoridades de diferentes países, facilitando o intercâmbio de informações e a coordenação de ações internacionais.

Nomeações dependem de publicação oficial

Embora os nomes já tenham recebido aprovação após o processo seletivo, a efetivação das mudanças depende das etapas administrativas finais.

A publicação no Diário Oficial da União, com o aval presidencial, ainda está pendente. Por isso, as datas de saída dos atuais ocupantes dos cargos não estão definidas.

A transição também pode influenciar o calendário das mudanças. Mesmo com o governo reeleito, ajustes administrativos podem levar ao adiamento da saída dos dirigentes, conforme a organização interna da instituição.

PF considera mudanças naturais na estrutura

Fontes da Polícia Federal ouvidas sobre o assunto avaliam que a substituição de integrantes da cúpula faz parte da dinâmica administrativa da instituição, especialmente em funções ocupadas pelos mesmos servidores durante vários anos.

Segundo essas fontes, as mudanças não estariam relacionadas diretamente ao resultado das eleições.

A renovação dos postos, portanto, deve depender da conclusão dos procedimentos formais e da definição do cronograma de transição entre os atuais dirigentes e os futuros representantes da PF no exterior.

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