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Economia – A inadimplência da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu um novo recorde em agosto. Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (29), a taxa chegou a 5,04%, alta de 0,1 ponto percentual em relação a julho.
O índice também avançou 0,9 ponto percentual na comparação com agosto do ano passado. Em julho, a inadimplência havia alcançado 4,9%, até então o maior nível da série histórica.
O aumento foi puxado principalmente pelas operações de crédito com pessoas físicas, enquanto a taxa registrada entre empresas permaneceu estável.
Inadimplência das famílias chega a 6%
Entre as pessoas físicas, a inadimplência avançou 0,2 ponto percentual em agosto e chegou a 6%.
Esse também foi o maior percentual registrado na série histórica do Banco Central para a categoria.
Já nas operações de crédito destinadas às pessoas jurídicas, a taxa permaneceu em 3,3%, sem alteração em relação ao mês anterior.
Os dados mostram, portanto, comportamentos diferentes entre famílias e empresas no período. Enquanto a inadimplência das pessoas jurídicas ficou estável, o percentual entre consumidores aumentou.
Endividamento das famílias ficou estável
O Banco Central também divulgou dados sobre o endividamento das famílias referentes a julho.
O indicador ficou em 49,9%, mantendo-se estável em relação ao mês anterior.
O dado de endividamento mede o comprometimento das famílias com dívidas em relação à renda. Ele é diferente da inadimplência, que está relacionada aos atrasos no pagamento das obrigações financeiras.
Assim, uma família pode estar endividada e ainda manter seus pagamentos em dia. A inadimplência ocorre quando há atraso no cumprimento dessas obrigações.
Desenrola busca reduzir dívidas
O novo recorde de inadimplência ocorre meses após o lançamento do Desenrola Brasil 2.0, programa criado pelo governo federal com o objetivo de facilitar a renegociação de dívidas e reduzir o endividamento da população.
Em setembro, o governo anunciou uma terceira etapa do programa, chamada Desenrola 3.0.
A nova fase tem como público-alvo famílias com dívidas em atraso há períodos entre dois anos e quatro anos e meio. A iniciativa prevê condições para renegociação dos débitos, com descontos que podem chegar a 90%, conforme as regras do programa e as condições oferecidas para cada dívida.
Mesmo com as iniciativas de renegociação, os dados divulgados pelo Banco Central mostram que a inadimplência do sistema financeiro continuou avançando em agosto.

