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tartaruga-cabeçuda
Reprodução redes sociais
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Baixada Santista – Uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) foi encontrada morta na Praia do Perequê, em Guarujá, no litoral de São Paulo. O animal foi recolhido pelo Instituto Gremar no sábado (19), mas a causa da morte ainda não foi divulgada.

Segundo o instituto, a tartaruga estava em avançado estado de decomposição quando foi localizada. O registro, porém, pode contribuir para pesquisas sobre a fauna marinha e sobre os impactos da atividade humana no litoral.

Espécie é considerada vulnerável à extinção

A tartaruga-cabeçuda recebe esse nome por apresentar uma cabeça proporcionalmente grande e uma mandíbula forte. De acordo com o biólogo marinho Eric Comin, adultos da espécie podem alcançar entre 90 e 110 centímetros de comprimento de carapaça e pesar aproximadamente 120 a 140 quilos.

A espécie é classificada internacionalmente como vulnerável à extinção. Entre os principais riscos estão a captura acidental em redes e espinhéis de pesca, a poluição dos oceanos e a iluminação artificial nas áreas utilizadas para desova.

A luz artificial nas praias pode desorientar os filhotes durante o deslocamento até o mar, aumentando os riscos à sobrevivência dos animais.

Registro pode ajudar a investigar causa da morte

Mesmo quando um animal é encontrado em estado avançado de decomposição, a coleta da carcaça pode fornecer informações importantes para pesquisadores. Exames podem ajudar a identificar doenças e possíveis sinais relacionados à ação humana.

No caso da tartaruga encontrada em Guarujá, não foram divulgadas informações que confirmem a causa da morte.

O trabalho de monitoramento também permite reunir registros sobre a ocorrência de animais marinhos mortos no litoral e acompanhar possíveis alterações na fauna da região.

O que fazer ao encontrar um animal marinho morto

A orientação é não tocar ou tentar remover o animal. Além do risco de contato com agentes que podem causar doenças, a manipulação da carcaça pode comprometer a coleta de informações científicas.

Também é recomendado:

  • manter distância do animal;
  • impedir a aproximação de crianças e animais domésticos;
  • não enterrar ou transportar a carcaça;
  • acionar o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) responsável pela região;
  • informar o local exato onde o animal foi encontrado.

A orientação permite que equipes especializadas façam o recolhimento adequado e avaliem o animal, preservando informações que podem contribuir para estudos sobre a saúde dos ecossistemas marinhos.

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