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Política – O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se impedido de participar do julgamento desta terça-feira (15) que analisa a possibilidade de abertura de uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes.
A decisão foi anunciada antes da votação do caso pelo plenário da Corte. Com o impedimento, Nunes Marques não participará da análise sobre os desdobramentos de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens trocadas entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Mensagens envolvendo filho do ministro
A decisão ocorre após a divulgação de diálogos extraídos do celular de Vorcaro que fazem referência a Kevin Marques, filho de Nunes Marques.
Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, as mensagens mencionam supostos pagamentos relacionados a serviços jurídicos prestados por Kevin Marques. A defesa e a assessoria do advogado negam qualquer relação dos valores com decisões ou atuação do ministro no STF.
Nunes Marques também já afirmou que nunca votou em favor do Banco Master e que seu filho não recebeu dinheiro de Vorcaro. As mensagens, por si só, não comprovam irregularidade ou influência sobre decisões judiciais.
STF analisa investigação sobre Moraes
O julgamento desta terça-feira foi convocado para analisar se existem elementos que justifiquem a abertura de uma investigação sobre a conduta de Alexandre de Moraes, a partir de informações obtidas pela Polícia Federal no caso envolvendo Vorcaro.
O processo tramita no STF como Petição 16.662 e tem julgamento marcado para 15 de setembro. O andamento oficial da Corte registra que a análise será feita pelo plenário e que o processo envolve investigação penal conduzida pela Polícia Federal.
A sessão ocorre em meio a uma disputa interna no Supremo sobre a validade e a forma como as informações foram obtidas e encaminhadas aos ministros. A Procuradoria-Geral da República também questiona parte do material produzido no caso.
Com o impedimento, Nunes Marques fica fora da votação. A composição do plenário, portanto, terá um ministro a menos na análise do caso envolvendo Moraes.

