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O nível do Rio Ribeira de Iguape seguia em elevação em diferentes pontos do Vale do Ribeira, segundo a Defesa Civil Estadual...
Créditos: Defesa Civil do Estado de São Paulo
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O nível do Rio Ribeira de Iguape seguia em elevação em diferentes pontos do Vale do Ribeira, segundo a Defesa Civil Estadual, na manhã de domingo (13). Áreas suscetíveis a inundações e alagamentos permaneciam em condição de alerta, enquanto o órgão mantinha o monitoramento das condições hidrológicas da região.

Em Ribeira, cerca de 60 pessoas precisaram deixar suas casas e seguir para abrigos municipais, enquanto outras 60 famílias ficaram ilhadas devido à interdição de rodovias. Segundo a prefeitura, o nível do rio subiu 7,5 metros acima da média, que não foi informada.

Na quinta-feira (10), o Rio Ribeira estava em 4,04 metros no município. Na madrugada de domingo, chegou a 7,17 metros.

Retiradas preventivas em Eldorado

Em Sete Barras, o transbordamento do Rio Ribeira de Iguape inundou vias e propriedades rurais, afetando 50 moradias.

Já em Eldorado, 173 moradores da área urbana, pertencentes a 54 famílias, foram retirados preventivamente devido ao avanço das águas.

De acordo com a Defesa Civil municipal, o nível do rio aumentou 5,6 metros desde quinta-feira e chegou a 9,18 metros no domingo. O prefeito Noel Castelo (Solidariedade) afirmou que o município trabalha considerando uma margem de cheia de até 12 metros.

“Nós queremos pecar pelo excesso do que pecar por omissão”, afirmou. Segundo o prefeito, já houve registros em outras ocasiões de residências invadidas pela água quando o rio ultrapassou a marca de 9 metros.

A Defesa Civil Estadual encaminhou ajuda humanitária para a região, incluindo 100 cestas básicas, 50 colchões, 50 cobertores, 50 kits dormitório, 100 kits de higiene, 100 kits de limpeza, um palete de água potável, três rolos de lona plástica e cinco rolos de fita de isolamento.

Chuva supera média histórica em Santos

Na Baixada Santista, Santos acumulou 400,99 milímetros de chuva nas duas primeiras semanas de setembro. O volume supera o dobro da média histórica mensal informada pela prefeitura, de 139,9 milímetros nos últimos 25 anos.

Somente nas 72 horas anteriores ao balanço municipal, foram registrados 132,39 milímetros.

A Defesa Civil Estadual informou ainda que a Baixada Santista liderava o acumulado de chuva no estado nas 12 horas anteriores ao levantamento divulgado às 6h20. Cubatão registrou 45 milímetros, seguida por Praia Grande, com 39 mm; Guarujá e Mongaguá, com 38 mm cada; Santos, com 37 mm; e São Vicente, com 35 mm.

Em Santos, os morros entraram em estado de atenção. Nesta segunda-feira (14), a queda de uma árvore na Vila Mathias bloqueou o Canal 1, na Avenida Senador Pinheiro Machado, no sentido praia/Centro, e o trânsito foi desviado para a Rua Lucas Fortunato.

A Avenida Nossa Senhora de Fátima também apresentou pontos de alagamento nos dois sentidos, em todas as faixas, nas proximidades da Rua Ana Santos. Segundo a administração municipal, a faixa da esquerda permanecia transitável nos dois sentidos para veículos de pequeno porte.

Cidades monitoram alagamentos

Em São Vicente, a prefeitura informou não ter registrado ocorrências mais graves nesta segunda-feira, mas apontou pontos de alagamento transitáveis na Avenida Augusto Severo, próximo à Avenida Galeão Coutinho e à Rua Indaiatuba.

As forças de segurança municipais permaneciam mobilizadas para eventuais atendimentos e monitoramento das condições climáticas.

Em Mongaguá, a Defesa Civil foi acionada durante o fim de semana para atender uma família no bairro Itaguaí. Os moradores foram orientados sobre a possibilidade de acolhimento em um espaço disponibilizado pela prefeitura, mas decidiram permanecer na residência após o escoamento da água.

O município registrou acumulado de 109 milímetros de chuva em 72 horas, sendo 68 mm em 48 horas e 51 mm nas últimas 24 horas. Não houve outros acionamentos da Defesa Civil no período informado.

Bertioga, Cubatão, Itanhaém e Peruíbe informaram que não registraram ocorrências nesta segunda-feira.

Cratera se abre em Praia Grande

Em Praia Grande, um guarda civil municipal caiu em uma cratera aberta na orla do bairro Caiçara durante as fortes chuvas de domingo (13).

O agente havia ido ao local para verificar o desabamento de outro trecho da orla quando a calçada cedeu. Segundo relatos, o buraco tinha aproximadamente dois metros de profundidade.

O GCM foi auxiliado por outro agente e por moradores para deixar a cratera. Ele não sofreu ferimentos.

A Defesa Civil e as administrações municipais seguem acompanhando as condições climáticas e hidrológicas diante dos elevados acumulados de chuva registrados na região.

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