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Museu Renoir
Reprodução internet
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Mundo – Quatro pinturas foram furtadas do Museu Renoir, em Cagnes-sur-Mer, na Riviera Francesa, durante a madrugada desta terça-feira (8). Os criminosos usaram uma serra elétrica para remover as obras e fugiram do local, mas duas delas acabaram sendo recuperadas durante a fuga.

Entre as pinturas levadas estavam “Retrato de Madame Colonna Romano”, de 1910, e “Jovem Mulher no Poço”, de 1886. As duas pertencem ao Museu d’Orsay, em Paris, e estavam emprestadas para a instituição localizada no sul da França.

O alarme do museu foi acionado às 5h48, no horário local. A polícia chegou aproximadamente cinco minutos depois, mas os criminosos já haviam conseguido entrar no prédio e deixar o local.

Criminosos cortaram cerca do museu

Segundo o prefeito de Cagnes-sur-Mer, Bryan Masson, os ladrões estavam “bem equipados e bem preparados”. Eles teriam cortado uma cerca e entrado no museu pelos jardins.

Depois de chegar ao térreo, onde estavam armazenadas 12 obras de arte, os criminosos utilizaram uma serra elétrica para cortar as estruturas que prendiam as molduras das pinturas.

Apesar da rapidez da chegada da polícia após o acionamento do alarme, os suspeitos conseguiram fugir.

Uma das pinturas foi encontrada caída durante a fuga. Outra foi localizada no jardim do museu e recuperada pelas autoridades.

As outras duas obras continuam desaparecidas.

Museu Renoir é instalado em antiga casa do pintor

O Museu Renoir foi criado em 1960 na antiga residência do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir, localizada em uma área elevada de Cagnes-sur-Mer, próxima a Nice.

Renoir viveu na propriedade durante seus últimos anos e morreu em 1919. O espaço atualmente reúne obras relacionadas ao artista e outros objetos históricos.

A coleção em exposição inclui 13 pinturas de Renoir, além de aproximadamente 40 esculturas, peças de mobiliário e fotografias.

Após o furto, a prefeitura informou que o museu permanecerá fechado por tempo indeterminado. O prefeito também defendeu o reforço da segurança de instituições culturais da região.

Roubo ocorre em meio a aumento de ataques contra museus

O furto acontece em um momento de preocupação crescente com crimes contra instituições culturais na Europa.

Um relatório publicado pela Europol em agosto apontou mudanças nas estratégias utilizadas por criminosos envolvidos nesse tipo de delito. Segundo a agência, os métodos passaram a incluir abordagens mais agressivas, com uso de violência ou ferramentas para facilitar a retirada dos objetos.

A Europol também identificou um interesse crescente por metais preciosos, pedras preciosas e objetos de importância cultural. Para a agência, a escolha desses itens pode estar relacionada à demanda existente no mercado criminoso e à possibilidade de revenda ilegal.

Outros roubos chamaram atenção na Europa

O caso do Museu Renoir ocorre meses depois de um grande roubo no Museu do Louvre, em Paris, que teve peças de alto valor levadas em poucos minutos.

Outro episódio recente aconteceu em agosto, no Museu de Artes Aplicadas de Viena, na Áustria. Um colar de diamantes que pertenceu à rainha Nazli do Egito foi furtado durante o horário de funcionamento da instituição.

A joia tinha 673 diamantes, mais de 200 quilates e valor estimado em cerca de quatro milhões de euros. A peça foi produzida pela joalheria francesa Van Cleef & Arpels e havia sido usada pela rainha em 1939, durante o casamento de sua filha Fawzia com o então príncipe herdeiro do Irã, Mohammad Reza Pahlavi.

No caso de Viena, dois homens quebraram a vitrine, pegaram o colar e fugiram. Até o momento, os suspeitos não haviam sido localizados.

No Museu Renoir, as investigações continuam para identificar os responsáveis pelo furto e localizar as duas pinturas que ainda estão desaparecidas.

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