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refeições escolares
Reprodução internet
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Mundo – Mais de 1.700 pessoas, entre estudantes e professores, passaram mal após consumir refeições gratuitas distribuídas pelo governo da Indonésia. Os casos ocorreram em diferentes localidades nesta semana e aumentaram as críticas a um programa nacional de alimentação escolar lançado pelo presidente Prabowo Subianto.

Somente em uma escola de ensino médio de Lasem, na província de Java Central, 752 alunos e 25 professores apresentaram sintomas como diarreia e vômitos após comerem a refeição oferecida na quarta-feira (2).

Em outros três episódios registrados nesta semana, mais 950 pessoas tiveram intoxicação alimentar, segundo informações apresentadas por um integrante de uma comissão parlamentar que acompanha a área da saúde.

Alunos passaram mal após consumir frango

Na escola de Lasem, os estudantes receberam frango grelhado. Antes da distribuição, um provador de alimentos identificou que parte da carne apresentava uma textura considerada inadequada.

Segundo a diretora da instituição, Juhartutik, as porções com alteração foram separadas. Ela relatou ainda que a refeição havia sido preparada por volta das 3h e consumida aproximadamente às 12h.

A maior parte das pessoas afetadas recebeu atendimento e foi liberada para voltar para casa. Segundo o médico local Joko Paryanto, 15 alunos e professores precisaram ser hospitalizados.

As autoridades ainda investigam as circunstâncias de cada episódio. O armazenamento inadequado dos alimentos e o atraso na entrega de refeições preparadas são apontados como possíveis fatores associados a casos desse tipo.

Outros surtos foram registrados nesta semana

Além do episódio em Lasem, outros casos foram registrados em diferentes regiões da Indonésia.

Na terça-feira (1º), 664 alunos adoeceram em Sidoarjo, em Java Oriental. A cozinha responsável pelas refeições relacionadas ao caso teve as atividades suspensas na quarta-feira.

Na quarta, outros 49 casos foram registrados em Nganjuk, também em Java Oriental, e 237 pessoas passaram mal na região de Agam, na província de Sumatra Ocidental.

O chefe da Agência Nacional de Nutrição, Sudaryono, afirmou durante uma audiência parlamentar que os casos de intoxicação alimentar serão tratados com seriedade.

Para o legislador Charles Honoris, integrante de um partido que está fora da coalizão governista, os episódios não devem ser tratados como ocorrências isoladas. Ele classificou a situação como uma possível falha do sistema.

Segundo dados do departamento de saúde citados pelo parlamentar, até 1º de setembro cerca de 50 mil pessoas haviam sido afetadas por casos de intoxicação alimentar relacionados ao programa.

Programa de refeições enfrenta críticas

O programa de refeições gratuitas foi lançado pelo presidente Prabowo Subianto com o objetivo de melhorar a nutrição de dezenas de milhões de crianças na Indonésia.

A iniciativa recebeu um orçamento de US$ 12,94 bilhões, equivalente a aproximadamente R$ 66 bilhões, e se tornou uma das principais políticas do governo.

Apesar da dimensão do projeto, a implementação vem sendo acompanhada por críticas relacionadas a episódios de intoxicação alimentar, mudanças na liderança e alegações de corrupção.

Uma pesquisa realizada em julho pelo instituto Saiful Mujani Research and Consulting apontou que apenas cerca de um terço da população estava satisfeita com o programa. Os episódios de intoxicação alimentar apareceram entre os principais motivos de insatisfação.

Com novos casos registrados nesta semana, a segurança no preparo, armazenamento e distribuição das refeições voltou ao centro do debate sobre a execução do programa.

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