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Juiz de Fora – Familiares de pessoas desaparecidas podem participar, até sexta-feira (28), da 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. Em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, a coleta é realizada gratuitamente pela Polícia Civil e busca ampliar o banco de perfis genéticos utilizado na identificação de pessoas desaparecidas.
Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a mobilização reúne 342 pontos de coleta de DNA distribuídos pelas 27 unidades da Federação. A iniciativa também conta com postos em outras seis cidades da região: Barbacena, Leopoldina, Muriaé, São João del Rei, Ubá e Viçosa.
Onde fazer a coleta de DNA em Juiz de Fora
Na cidade, o atendimento acontece na Delegacia Regional da Polícia Civil, localizada na Rua Custódio Tristão, 76, no bairro Santa Terezinha.
O horário de atendimento é:
- 8h30 às 12h;
- 14h às 17h.
A coleta é gratuita, rápida e indolor e faz parte da estratégia nacional para aumentar a quantidade de perfis genéticos de familiares de pessoas desaparecidas disponíveis para comparação.
Quem pode fornecer material genético?
A prioridade é dada aos familiares que apresentam maior proximidade genética com a pessoa desaparecida. São eles:
- pai e mãe biológicos;
- filhos biológicos;
- irmãos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe.
Quando esses parentes não estão disponíveis, outras possibilidades de parentesco podem ser avaliadas pela perícia.
A participação não é limitada aos familiares que vivem em Juiz de Fora. Pessoas que moram em outros municípios ou estados também podem fornecer material genético, e o desaparecimento não precisa ter ocorrido na cidade ou em Minas Gerais.
Como funciona a coleta?
O procedimento utiliza um cotonete passado na parte interna da bochecha para obter o material genético. Segundo as orientações divulgadas para a mobilização, o processo é rápido e não causa dor.
Para participar, o familiar deve apresentar um documento de identificação e informar os dados do boletim de ocorrência referente ao desaparecimento.
Também é possível levar objetos pessoais que possam conter material genético da pessoa desaparecida, como escova de dentes ou dente de leite. Esses itens podem ser avaliados pela perícia para verificar se possuem material adequado.
É preciso esperar a campanha para fazer a coleta?
Não. A coleta de DNA de familiares não está restrita ao período da mobilização nacional.
Quem não conseguir comparecer durante a campanha pode procurar o serviço posteriormente. Também não existe um prazo relacionado à data do desaparecimento para que o familiar forneça o material.
Quem já realizou a coleta anteriormente junto à perícia oficial não precisa repetir o procedimento.
Desaparecimento deve ser registrado imediatamente
Outro ponto destacado pelas autoridades é que não é necessário esperar 24 horas para registrar o desaparecimento de uma pessoa.
O boletim de ocorrência deve ser feito assim que houver uma quebra injustificada da rotina da pessoa e não houver informações sobre seu paradeiro. O registro pode ser realizado presencialmente em uma unidade da Polícia Civil ou pela internet.
A orientação é importante porque o registro formal do desaparecimento fornece informações que podem ser utilizadas nas buscas e nos procedimentos de identificação.
Veja os pontos de coleta na região
Além de Juiz de Fora, a mobilização conta com postos em outras cidades da Zona da Mata e região:
Barbacena
Instituição: Faculdade de Medicina de Barbacena (FUNJOBE)
Endereço: Praça Antônio Carlos, 8, bairro São Sebastião
Telefone: (32) 3339-2971
Leopoldina
Endereço: Rua Padre Júlio, 138, Centro, nas dependências do Hospital Casa de Caridade Leopoldinense.
Muriaé
Endereço: Rua Coronel Izalino, sem número, Centro.
São João del Rei
Endereço: Avenida Brasil, 150, bairro Fábricas.
Ubá
Endereço: Rua Antônio Martins Filho, 500, bairro Santo Antônio.
Viçosa
Endereço: Rua Getúlio Vargas, sem número, bairro Bom Jesus Viçosa, no mesmo anexo do Detran. O local possui uma placa do Posto Médico Legal.
Por que a coleta é importante?
A criação de um banco de perfis genéticos de familiares permite que o material coletado seja utilizado em processos de comparação genética relacionados à identificação de pessoas desaparecidas.
Para as famílias, a iniciativa representa mais uma ferramenta disponível para auxiliar na localização e identificação de pessoas cujo paradeiro permanece desconhecido.
A campanha ocorre até sexta-feira (28), mas quem não conseguir participar durante a mobilização não perde a possibilidade de fornecer material posteriormente. A orientação é procurar a perícia oficial para obter informações sobre o procedimento.

