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Política – O comandante da Marinha do Brasil, almirante Marcos Sampaio Olsen, afirmou que não acredita na possibilidade de uma invasão militar dos Estados Unidos ao território brasileiro. A declaração foi dada em entrevista exclusiva à CNN Brasil, em meio ao debate sobre o impacto da decisão americana de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
Segundo o militar, apesar das recentes divergências diplomáticas entre os governos dos dois países, a cooperação entre as Forças Armadas permanece sólida e baseada em décadas de parceria.
Olsen descarta ameaça militar ao Brasil
Ao ser questionado sobre uma eventual ação militar dos Estados Unidos contra o Brasil, o comandante foi direto ao responder.
“Não, eu não creio nessa possibilidade.”
A declaração ocorre em um momento de discussões sobre a política externa entre Brasil e Estados Unidos e após a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelo governo norte-americano.
Relação entre as Marinhas continua sólida
Marcos Sampaio Olsen afirmou que a relação entre a Marinha do Brasil e a Marinha dos Estados Unidos não sofreu impactos em razão das tensões diplomáticas.
Segundo ele, as duas forças mantêm há décadas uma agenda de cooperação que inclui intercâmbio de militares, exercícios conjuntos e alinhamento doutrinário em operações navais.
O comandante destacou ainda que participou recentemente das comemorações pelos 250 anos da Marinha dos Estados Unidos, ocasião em que o Brasil foi representado por uma fragata durante uma operação combinada entre as duas instituições.
Cooperação inclui inteligência e combate ao crime
Além das atividades militares, Olsen ressaltou que Brasil e Estados Unidos compartilham informações de inteligência marítima para combater crimes transnacionais.
Segundo o comandante, essa cooperação fortalece ações de fiscalização e segurança nas águas jurisdicionais brasileiras em parceria com órgãos como a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ibama.
Relação militar é mais estável que a política, afirma comandante
Durante a entrevista, Olsen reconheceu que divergências entre governos podem ocorrer, mas avaliou que a relação entre as forças militares tende a permanecer estável.
“O relacionamento entre militares e, particularmente, entre forças navais, é mais robusto, é mais de confiança.”
Na avaliação do comandante, os laços institucionais construídos ao longo dos anos permitem que a cooperação militar continue mesmo diante de momentos de tensão diplomática.

