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lobo-marinho em Mongaguá
Reprodução Instituto Biopesca
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Baixada Santista – Um lobo-marinho-subantártico chamou a atenção de moradores e visitantes ao permanecer por cerca de 11 horas descansando em uma praia de Mongaguá, no litoral de São Paulo. Após o período de repouso, o animal retornou sozinho ao mar, sob monitoramento do Instituto Biopesca.

Segundo a instituição, o mamífero marinho aparentava estar apenas recuperando as energias após uma longa viagem migratória, comportamento considerado natural para a espécie.

Animal foi monitorado durante toda a permanência

O lobo-marinho em Mongaguá. Animal foi avistado na Praia do Vera Cruz, na quarta-feira (8), por um banhista.

Após o acionamento, equipes do Instituto Biopesca isolaram a área para garantir a segurança do animal e das pessoas que estavam no local. Durante o monitoramento, foi identificado que se tratava de um macho subadulto da espécie Arctocephalus tropicalis.

Depois de aproximadamente 11 horas de descanso sobre as pedras da praia, o animal voltou ao mar sem necessidade de intervenção.

Espécie migra durante o inverno

De acordo com o Instituto Biopesca, o lobo-marinho-subantártico vive em ilhas localizadas na região da convergência antártica, como os arquipélagos de Príncipe Edward, Geórgias do Sul, Ilhas Sandwich do Sul e Shetland do Sul.

Durante o inverno, esses animais deixam as colônias em busca de alimento e podem percorrer grandes distâncias, chegando ao litoral brasileiro.

Especialista orienta manter distância

Segundo o biólogo Eric Comin, os lobos-marinhos pertencem à família Otariidae, caracterizada pela presença de orelhas externas e pela capacidade de apoiar as nadadeiras traseiras no solo, o que permite que caminhem em terra firme.

O especialista explica que a presença da espécie na costa brasileira costuma ser temporária, principalmente durante o inverno e a primavera.

Em caso de encontro com um lobo-marinho, a recomendação é não se aproximar nem tentar alimentar ou tocar o animal.

Por serem mamíferos de grande porte e comportamento territorial, eles podem reagir de forma defensiva caso se sintam ameaçados. A orientação é acionar os órgãos ambientais responsáveis para que façam o monitoramento adequado.

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