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Cartolouco é acusado de agressão
Reprodução internet

Brasil – Em reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (12), Lucas Strabko, conhecido popularmente como Cartolouco, é acusado de agressão. Uma ex-namorada afirma ter sido vítima de agressões físicas e violência psicológica durante o relacionamento. Outras duas mulheres também relataram episódios semelhantes. O influenciador nega as acusações.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que mostram uma discussão entre o casal em uma rua de São Paulo. Segundo a denúncia, Cartolouco teria queimado a orelha da então namorada com um cigarro e, momentos depois, dado um tapa em seu rosto.

Imagens registram suposta agressão

De acordo com a reportagem, a agressão ocorreu na madrugada de 31 de janeiro, após um relacionamento de pouco mais de nove meses.

A ex-namorada, que preferiu não ser identificada por receio de exposição, contou que o relacionamento começou de forma intensa, mas que, com o passar do tempo, o influenciador teria passado a apresentar comportamentos agressivos e ofensivos.

Ela afirmou ter sido alvo de insultos frequentes e relatou episódios de violência física durante uma viagem do casal a Cusco, no Peru, em dezembro do ano passado.

Segundo o relato, após uma discussão em um bar, Lucas Strabko teria arrancado um escapulário que ela usava, cuspido nela e, já no hotel, desferido tapas, chutes e tentado aplicar um golpe conhecido como “mata-leão”. A vítima também afirma que o influenciador destruiu seu celular.

Agressão em São Paulo foi filmada

Ainda segundo a denúncia, no dia 31 de janeiro o casal voltou ao mesmo bar onde havia iniciado o relacionamento.

Após deixarem o local, a mulher afirma que Cartolouco jogou uma bebida em seu rosto. Em seguida, câmeras de segurança registraram o momento em que o influenciador encosta um cigarro aceso na orelha da vítima. Outra câmera mostra, segundos depois, um tapa no rosto da mulher.

Testemunhas que estavam em bares próximos perceberam a discussão e intervieram. Uma delas afirmou ter presenciado a atitude agressiva do influenciador.

Segundo a vítima, Lucas ainda exigiu acesso ao seu celular antes de deixar o local.

Outras duas ex-namoradas fizeram relatos semelhantes

A reportagem também ouviu outras duas ex-namoradas de Lucas Strabko.

Gabriela Augusto, que manteve um relacionamento de três anos com o influenciador, afirmou que sofreu agressões físicas e que ele costumava destruir objetos da residência onde moravam, incluindo televisão, carro e celular.

Ela também relatou ter sido queimada com um cigarro durante uma discussão e afirmou que, em outra ocasião, foi puxada pelos cabelos, jogada no chão e agredida com chutes.

Outra ex-namorada, que atualmente vive em Londres e pediu para não ter sua identidade revelada, afirmou que era frequentemente alvo de violência psicológica, com insultos relacionados à sua aparência e autoestima. Ela também disse ter sofrido agressões físicas durante o relacionamento.

As duas mulheres informaram que não registraram denúncia formal na Justiça.

Cartolouco virou réu e nega as acusações

No caso da ex-namorada que registrou boletim de ocorrência após os fatos ocorridos em janeiro, Lucas Strabko se tornou réu e responderá pelos crimes de agressão física e violência psicológica.

Em nota, o influenciador contestou as acusações.

Segundo Cartolouco, durante a viagem ao Peru foi a ex-namorada quem, em uma crise de ciúmes, passou a ofendê-lo e a arremessar objetos contra ele, incluindo o próprio celular.

Ele também afirmou que retornou ao prédio da ex-companheira apenas para buscar seus pertences, negou ter ameaçado destruir o apartamento e declarou que os dois continuaram se encontrando mesmo após o registro do boletim de ocorrência.

Em sua manifestação, o influenciador afirmou que seu “maior arrependimento é não ter denunciado”.

Mulheres relatam consequências da violência

As três mulheres entrevistadas afirmaram que ainda enfrentam consequências emocionais decorrentes dos relacionamentos.

A ex-namorada que vive em Londres disse que seu maior arrependimento foi não ter denunciado os episódios de violência. Já Gabriela Augusto afirmou que, além do trauma, precisou enfrentar exames de corpo de delito, procedimentos policiais e a necessidade de contar à família o que havia vivido.

A mulher que formalizou a denúncia afirmou que decidiu procurar a Justiça porque precisava agir em defesa da própria história e da própria segurança.

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