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Mundo – A capital da Ucrânia voltou a ser alvo de uma ofensiva russa de grande escala na madrugada desta segunda-feira (6). Os ataques russos a Kiev deixaram pelo menos nove mortos e dezenas de feridos, segundo autoridades locais, além de provocar danos em prédios residenciais e mobilizar equipes de resgate para retirar moradores presos sob os escombros.
A ofensiva ocorre às vésperas da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que será realizada na Turquia e reunirá líderes de diversos países, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O conflito entre Rússia e Ucrânia deve ser um dos principais temas do encontro.
Explosões atingiram áreas residenciais da capital
De acordo com autoridades ucranianas, mísseis balísticos e drones lançados pela Rússia atingiram diferentes regiões de Kiev durante a madrugada.
As explosões provocaram incêndios e destruíram edifícios residenciais, deixando moradores presos em apartamentos danificados. Equipes de emergência foram mobilizadas para resgatar vítimas, incluindo crianças, em prédios atingidos no distrito de Podilskyi.
No distrito de Darnytskyi, no sudeste da capital, novos danos foram registrados em edifícios residenciais, que precisaram ser evacuados.
Além das mortes confirmadas, dezenas de pessoas ficaram feridas, enquanto sirenes de alerta aéreo permaneceram acionadas durante o ataque.
Zelensky havia alertado para nova ofensiva
Horas antes da ofensiva, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia preparava um novo ataque em grande escala.
Em publicação nas redes sociais, o líder ucraniano relacionou a intensificação dos bombardeios ao cenário diplomático internacional e à realização da cúpula da OTAN.
O ataque acontece poucos dias após outra ofensiva russa contra Kiev que deixou 30 mortos, considerada uma das mais letais desde o início da guerra.
Leia também: Rússia diz que Ucrânia rejeitou cessar-fogo para entrega de corpos
Guerra será tema da cúpula da OTAN
A escalada dos ataques ocorre na véspera da reunião da OTAN, na Turquia, onde os líderes aliados devem discutir o avanço da guerra e o apoio militar à Ucrânia.
Donald Trump participará do encontro após manter conversas telefônicas recentes com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e com Volodymyr Zelensky.
Apesar das tentativas de mediação anunciadas pelo governo americano, o conflito continua sem perspectiva de acordo, enquanto os combates permanecem intensos tanto nas cidades ucranianas quanto na região de Donetsk.
Ucrânia volta a pedir reforço na defesa aérea
Após o ataque, Zelensky renovou o pedido aos aliados ocidentais para ampliar o envio de mísseis destinados aos sistemas de defesa aérea Patriot.
Segundo o presidente ucraniano, a chegada desses equipamentos é considerada essencial para interceptar mísseis balísticos, drones e outros armamentos utilizados pelas forças russas.
O governo da Ucrânia afirma que o fortalecimento da defesa aérea é uma das principais necessidades diante da intensificação dos ataques contra áreas urbanas.

