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Juiz de Fora – Uma mulher de 30 anos foi morta pelo companheiro na madrugada desta quinta-feira (2), em um apartamento no bairro Bonfim, em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais. O suspeito, de 26 anos, foi preso após confessar o crime à própria mãe por telefone.
Segundo a Polícia Militar, a vítima foi encontrada já sem vida dentro do imóvel. O caso será investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Suspeito confessou o crime à mãe
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe do suspeito acionou a polícia depois de receber uma ligação do filho, na qual ele afirmou ter matado a companheira.
A mulher foi até o prédio onde o casal morava, abriu o portão para a entrada dos policiais e indicou o apartamento. Como a porta estava trancada, os militares precisaram arrombá-la.
No interior do imóvel, a vítima foi encontrada sobre um colchão, sem sinais vitais. Um médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou a morte no local, e a perícia da Polícia Civil realizou os primeiros levantamentos.
Homem foi localizado e preso
Enquanto a ocorrência era atendida, familiares informaram à mãe do suspeito que ele estava na casa dela, no bairro Bairu.
Os policiais seguiram até o endereço e encontraram o homem em uma escada. Segundo a PM, ele não resistiu à abordagem e confirmou que mantinha um relacionamento com a vítima havia cerca de nove meses.
Em depoimento aos policiais, o suspeito relatou que o casal havia consumido bebidas alcoólicas e drogas durante a madrugada. Ainda segundo o relato, uma discussão motivada por ciúmes e suspeitas de traição evoluiu para agressões, culminando no estrangulamento da companheira.
Suspeito foi levado ao hospital sob escolta
A mãe do investigado informou aos policiais que o relacionamento era marcado por conflitos frequentes e afirmou que o filho havia descoberto supostas traições da companheira.
Ela também relatou que o homem possui diagnóstico de esquizofrenia.
No momento da prisão, os militares observaram que o suspeito apresentava sinais compatíveis com uma possível overdose, como sonolência intensa e episódios de perda de consciência.
Diante do quadro clínico, ele foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde permaneceu internado sob escolta policial.
Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer todos os detalhes do crime e concluir o inquérito.
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados por meio da Polícia Militar, da Polícia Civil, das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e da Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, que funciona gratuitamente em todo o país.

