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Mundo – Representantes indígenas de diferentes países se reuniram em Londres durante a Semana de Ação Climática para defender mudanças nas regras de distribuição de recursos destinados ao combate às mudanças climáticas. As lideranças reivindicam que comunidades indígenas, especialmente as lideradas por mulheres, tenham acesso direto ao financiamento climático e maior participação nas decisões internacionais sobre o tema.
O encontro reuniu representantes de organizações indígenas que criticam o modelo atual de financiamento, considerado excessivamente burocrático e dependente de intermediários, o que dificulta a chegada dos recursos às comunidades que atuam diretamente na preservação ambiental.
Lideranças defendem acesso direto aos recursos climáticos
Durante o evento, as participantes destacaram que os povos indígenas desempenham um papel estratégico na proteção dos ecossistemas e, por isso, devem ter maior protagonismo na definição das políticas climáticas.
Segundo as organizações presentes, grande parte dos recursos internacionais destinados ao enfrentamento das mudanças climáticas é administrada por intermediários, reduzindo o acesso das comunidades locais aos investimentos e à tomada de decisões.
As lideranças defenderam que fóruns internacionais, como as Conferências das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas (COPs), ampliem a participação dos povos indígenas na elaboração e implementação das políticas de financiamento.
Líder brasileira destaca urgência da crise climática
A líder indígena brasileira Watatakalu Yawalapiti afirmou que o encontro em Londres representa uma oportunidade para aproximar comunidades tradicionais de governos e instituições responsáveis pela destinação dos recursos.
“Estamos numa emergência climática. Precisamos agir já”, declarou.
Segundo ela, os povos indígenas estão na linha de frente da proteção dos territórios e possuem conhecimentos fundamentais para fortalecer a resiliência climática.
Organizações pedem menos burocracia
Outra participante do encontro, Fany Kuiru, defendeu a criação de mecanismos de financiamento mais acessíveis para organizações indígenas lideradas por mulheres.
A proposta é reduzir barreiras burocráticas e facilitar o acesso direto aos recursos internacionais destinados a projetos de conservação ambiental, fortalecimento das comunidades e adaptação às mudanças climáticas.
Projetos indígenas foram apresentados como exemplo
Durante o painel, as lideranças também apresentaram experiências desenvolvidas em territórios indígenas, incluindo iniciativas voltadas para soberania alimentar, governança comunitária e proteção ambiental.
Segundo as participantes, esses projetos demonstram que o fortalecimento das comunidades tradicionais pode contribuir de forma concreta para o enfrentamento da crise climática.
Ao final do encontro, as representantes defenderam que governos e instituições financeiras assumam compromissos para ampliar o financiamento direto às organizações indígenas e garantir maior participação dessas comunidades nas decisões globais sobre o clima, especialmente com a aproximação das próximas conferências da Organização das Nações Unidas (ONU).

