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filme Dark Horse
Reprodução internet
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Política – A Controladoria-Geral da União (CGU) conduz uma auditoria, sob sigilo, para apurar a destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas à empresária Karina da Gama, produtora do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A análise busca verificar se recursos públicos destinados às entidades foram utilizados de forma irregular no financiamento da produção cinematográfica. O procedimento ocorre por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Auditoria investiga possível desvio de recursos públicos

Segundo informações apuradas pela CNN Brasil, o processo é tratado internamente como “ultrassigiloso” e ainda não possui prazo para conclusão.

A auditoria deverá analisar o fluxo de destinação das emendas parlamentares, além da execução dos projetos desenvolvidos pelas entidades beneficiadas com recursos públicos.

O objetivo é verificar se houve eventual desvio de finalidade no uso das verbas, especialmente em relação ao financiamento do filme Dark Horse.

STF acompanha investigação

A investigação ocorre no âmbito de processos relatados pelo ministro Flávio Dino, que tratam de possíveis irregularidades na aplicação de emendas parlamentares.

Em maio, o deputado federal Mário Frias (PL-SP) apresentou manifestação ao STF negando que recursos de emendas tenham sido utilizados para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Segundo a defesa do parlamentar, os valores destinados às entidades tiveram finalidade social e foram empregados conforme os objetivos previstos.

Entidades e produtora são alvo de apuração

O STF investiga a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina da Gama.

A empresária também é proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse.

Neste mês, a empresa foi alvo de uma operação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos em São Paulo. Conforme divulgado anteriormente, parlamentares estaduais destinaram pelo menos R$ 700 mil em emendas para entidades ligadas à produtora.

Até o momento, a auditoria da CGU segue em andamento e não há conclusão sobre a existência de irregularidades.

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