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Triângulo Mineiro – A Polícia Militar de Minas Gerais prendeu, nesta quinta-feira (25), Marcos Antônio da Silva Neto, de 19 anos, suspeito de matar o ex-padrasto Rafael Garcia Pedroso em Frutal, no Triângulo Mineiro. O jovem era considerado foragido desde a conclusão do inquérito policial e foi localizado após denúncias de policiais militares que estavam de folga.
O caso ganhou repercussão porque Rafael havia sido condenado pelo feminicídio de Glauciane Cipriano, mãe de Marcos, assassinada com cerca de 20 facadas em 2016. Na época do crime, o suspeito tinha apenas 9 anos e presenciou o ataque.
Prisão ocorreu após tentativa de fuga
Segundo a Polícia Militar, Marcos foi localizado por volta das 13h20 na Rua Belo Horizonte, no bairro Santos Dumont, em Frutal.
Ao perceber a aproximação das equipes, ele tentou escapar pulando muros de residências próximas, mas acabou alcançado e preso. Em seguida, foi encaminhado à Polícia Civil, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A defesa do jovem não havia se manifestado sobre a prisão até a última atualização do caso.
Crime foi registrado por câmeras de segurança
O homicídio aconteceu em 31 de março de 2026, em frente à Unidade Básica de Saúde Carlos Alberto Vieira, no bairro Novo Horizonte.
Imagens de câmeras de segurança mostram Rafael Garcia Pedroso sendo surpreendido e atingido por diversos tiros pelas costas enquanto aguardava a esposa em frente à unidade de saúde.
Segundo a investigação da Polícia Civil, Marcos teria monitorado os passos da vítima durante cerca de dois meses antes de executar o crime.
Após a conclusão do inquérito, o jovem foi indiciado por homicídio. A prisão temporária decretada inicialmente foi posteriormente convertida em prisão preventiva.
Vítima havia sido condenada pelo feminicídio da mãe
Rafael Garcia Pedroso foi condenado a 23 anos de prisão pelo assassinato de Glauciane Cipriano, ocorrido em 3 de julho de 2016.
Conforme a sentença, o crime aconteceu durante um churrasco realizado na abertura da ExpoFrutal. Motivado por ciúmes, Rafael perseguiu a companheira e a atacou com cerca de 20 facadas na frente do filho do casal.
A Justiça reconheceu que o feminicídio foi praticado por motivo fútil, com emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e no contexto de violência doméstica.
Condenado estava em prisão domiciliar
Após passar pelo Presídio de Frutal e pela Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), Rafael recebeu o benefício da prisão domiciliar em 15 de janeiro de 2026.
A medida foi concedida pela Justiça em razão da falta de vagas adequadas para o cumprimento da pena no regime semiaberto, conforme prevê a Súmula Vinculante nº 56 do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele foi morto pouco mais de dois meses após deixar a unidade prisional.
As investigações sobre o homicídio seguem sob responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais.