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Uma esteticista identificada como Simone Santana de Moura, representante do Sindicato dos Empregadores em Empresas e Autônomos em Estética e Cosmetologia do Estado de São Paulo (Sindestética), foi presa na última quinta-feira (25/6) em uma suposta clínica clandestina de estética localizada no bairro Embaré, em Santos, litoral sul paulista.
A prisão foi realizada durante uma operação da Polícia Civil, que apura a atuação de estabelecimentos irregulares voltados à realização de procedimentos estéticos invasivos sem autorização sanitária. Segundo a investigação, o caso faz parte de um desdobramento da prisão de um influenciador já investigado por práticas semelhantes na região.
De acordo com os registros policiais, Simone, que possui formação em estética e pós-graduação em estética avançada, realizava procedimentos invasivos que extrapolavam os limites legais da profissão. Entre as práticas investigadas estão técnicas como endolaser, com introdução de instrumentos no tecido subcutâneo e uso de anestésicos, o que exigiria habilitação médica.
Clínica clandestina e materiais apreendidos
Durante a ação, dois imóveis foram alvo de mandados no bairro Embaré. Em um deles funcionava a clínica clandestina; no outro, foram encontrados diversos materiais de uso médico-hospitalar, incluindo seringas, luvas, aventais, tubos de coleta de sangue e medicamentos como cloridrato de lidocaína, cloreto de sódio, além de produtos de assepsia e esterilização.
Segundo a Polícia Civil, a presença de anestésicos injetáveis e equipamentos hospitalares reforça a suspeita de prática irregular de procedimentos invasivos, sem estrutura adequada para atendimento de emergências, como oxigênio e desfibrilador.
A investigação também aponta que a suspeita utilizava redes sociais para divulgar serviços e atrair pacientes, criando a percepção de que os procedimentos eram simples e seguros, o que não condizia com os riscos reais das intervenções.
Soltura mediante fiança
Após a prisão, Simone Santana de Moura recebeu decisão judicial que determinou sua soltura nesta sexta-feira (26/6), mediante pagamento de fiança equivalente a cinco salários-mínimos e cumprimento de medidas cautelares.
O caso segue em investigação e é tratado como parte de uma apuração mais ampla sobre clínicas clandestinas e práticas ilegais na área da estética na Baixada Santista. As autoridades também relacionam o episódio a investigações anteriores envolvendo influenciadores digitais que promoviam procedimentos estéticos com promessas de resultados rápidos.
