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Política – O futuro de Jaques Wagner no governo será definido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião prevista para esta quarta-feira (24), em Brasília. O encontro ocorre após o senador e líder do governo no Senado ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada ao caso Master.
Segundo informações de bastidores, a tendência é que Lula e Jaques Wagner conversem antes de o presidente retomar compromissos fora da capital federal, previstos para quinta-feira (25).
Desgaste político pesa sobre permanência do senador
De acordo com interlocutores do Palácio do Planalto, o desgaste provocado pela operação da Polícia Federal tornou improvável a permanência do parlamentar na liderança do governo no Senado. No entanto, auxiliares do presidente evitam antecipar uma decisão, destacando a relação de décadas entre Lula e Jaques Wagner.
Antes de se reunir com o presidente, o senador deve encontrar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que manifestou apoio público ao petista após a operação. Alcolumbre afirmou acreditar que os fatos serão esclarecidos ao longo das investigações.
Possível saída pode ocorrer de forma negociada
Entre os cenários avaliados pelo Palácio do Planalto está a possibilidade de Jaques Wagner deixar o cargo de forma voluntária, evitando um desgaste público para o governo. Outra alternativa seria a substituição formal da liderança por decisão do presidente.
Na semana passada, o senador afirmou que não recebeu qualquer sinalização de Lula sobre uma eventual troca no comando da liderança governista.
Nomes são cogitados para eventual sucessão
Caso a saída seja confirmada, integrantes do governo já discutem possíveis substitutos. Entre os nomes citados nos bastidores está o do ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana (PT-CE).
Também foram mencionados Beto Faro (PT-PA), Teresa Leitão (PT-PE) e Otto Alencar (PSD-BA), embora aliados avaliem que este último enfrenta limitações por já ocupar a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

