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novo ataque dos EUA no Pacífico
Reprodução internet
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Mundo – Uma nova operação militar dos Estados Unidos no Pacífico Oriental terminou com a morte de três homens e reacendeu críticas de organizações de direitos humanos sobre a legalidade das ações. O ataque foi confirmado pelo Comando Sul das Forças Armadas dos EUA na quinta-feira (18), sem registro de feridos entre militares americanos.

Segundo os militares, a embarcação atingida estaria ligada a organizações classificadas pelos Estados Unidos como terroristas e utilizava rotas conhecidas do narcotráfico. O governo americano voltou a se referir às vítimas como “narcoterroristas”, mas não apresentou provas públicas que comprovem a presença de drogas ou a ligação do barco com cartéis.

Campanha militar já soma mais de 200 mortos

O episódio faz parte da operação lançada pelo governo de Donald Trump em setembro de 2025 para combater o tráfico internacional de drogas. De acordo com levantamentos baseados em comunicados oficiais e análises da imprensa internacional, os ataques contra embarcações suspeitas já deixaram pelo menos 207 mortos.

Nos últimos meses, dezenas de barcos foram destruídos em operações realizadas em águas internacionais. Em alguns casos, houve sobreviventes resgatados pela Guarda Costeira americana, mas a maioria das ações terminou sem sobreviventes.

Organizações de direitos humanos contestam operações

Entidades como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional têm criticado a estratégia adotada por Washington, classificando os ataques como possíveis execuções extrajudiciais. Parlamentares e especialistas também questionam a interpretação jurídica usada pela Casa Branca para justificar os bombardeios sem revisão judicial.

A administração Trump informou ao Congresso que considera estar em um “conflito armado” contra os cartéis de drogas, o que permitiria o emprego de força letal contra integrantes dessas organizações. No entanto, críticos defendem que suspeitos de narcotráfico deveriam ser presos e processados, e não mortos em operações militares.

Debate sobre legalidade continua

O governo americano sustenta que as ações são necessárias para reduzir o fluxo de drogas para os Estados Unidos. Já organizações humanitárias e parte do Congresso defendem maior transparência e cobram evidências públicas que justifiquem os ataques.

A identidade das três vítimas e a localização exata da embarcação atingida não foram divulgadas pelas autoridades americanas.

Cresce a pressão por esclarecimentos

As operações têm gerado debates sobre os limites do uso da força em águas internacionais e sobre o tratamento dado aos suspeitos de integrar redes de narcotráfico. Enquanto a Casa Branca defende que a ofensiva é fundamental para a segurança nacional, organizações de direitos humanos pedem maior supervisão e respeito às normas internacionais.

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