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O projeto “Crias Pelo Clima – Circuito de Narrativas Climáticas” encerra sua etapa formativa em Santos (SP), reunindo jovens da Baixada Santista em uma programação que articula audiovisual, território e justiça climática. A iniciativa promove exibições de filmes, debates e encontros com realizadores de diferentes regiões do país.
Após passagens por Guarujá e Cubatão, o circuito chega ao seu momento final de imersão presencial na Baixada Santista, com atividades que estimulam a construção de narrativas a partir das vivências dos territórios. A programação também marca a transição para a fase de desenvolvimento de um projeto audiovisual coletivo.
Realizado pelo Instituto Procomum e pelo Instituto KondZilla, em parceria com o Instituto Querô, o projeto reúne jovens comunicadores e produtores audiovisuais da região em uma formação voltada à reflexão sobre mudanças climáticas e periferias.
Segundo João Victor Caires, diretor-executivo do Instituto KondZilla, o encerramento simboliza a consolidação de um processo coletivo. “O circuito em Santos é celebrar uma jornada construída coletivamente, em que jovens da Baixada Santista puderam desenvolver novas formas de olhar para seus territórios e transformar essas experiências em narrativas potentes. O Crias Pelo Clima mostra que as periferias não são apenas impactadas pela crise climática, mas também produzem conhecimento, criatividade e soluções fundamentais para imaginar futuros mais justos e sustentáveis”, afirmou.
A programação inclui a exibição dos filmes “Aluguel de Chão”, “Da Linha Pra Cá”, ambos do Instituto Querô, e “Pra Gente Não Esquecer”, do coletivo Olhar Marginal, com temáticas ligadas a território, memória, cultura e meio ambiente.
Um dos destaques do encontro será a mesa “Território como linguagem: paisagem, memória e criação audiovisual”, que propõe uma reflexão sobre como diferentes territórios influenciam a linguagem cinematográfica e as formas de narrar o mundo em meio à crise climática. O debate reúne nomes como a atriz e pesquisadora Noá Bonoba, o rapper e cineasta Slim 2N, representantes do coletivo Cinema no Brejo e o cineasta Lincoln Péricles (LK), da Astúcia Filmes e da Cinemateca da Quebrada. A mediação será de Lux Machado, produtora cultural e integrante da equipe do Instituto Procomum.
Após o encerramento das imersões presenciais em Guarujá, Cubatão e Santos, os participantes entram agora na fase de desenvolvimento de um piloto audiovisual coletivo. A produção reunirá as narrativas construídas ao longo do circuito, com foco em juventude, território e justiça climática. A apresentação dos resultados está prevista para julho, marcando o encerramento oficial do projeto.
