|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) foi avistada no último domingo (14) na região do Balneário Viareggio, em Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, e chamou a atenção de moradores e visitantes pela proximidade com a costa e pelos movimentos repetidos com a cauda na superfície do mar.
Imagens registradas por um morador mostram o animal emergindo e batendo a nadadeira caudal diversas vezes na água, em um comportamento que impressionou quem acompanhava a cena no local.
Segundo informações de especialistas em vida marinha, o comportamento é comum durante o período de migração da espécie, que ocorre anualmente pelo litoral brasileiro.
As baleias-jubarte podem atingir entre 13 e 16 metros de comprimento, o equivalente ao tamanho de um ônibus escolar, e pesar entre 30 e 50 toneladas.
Durante o verão, esses animais permanecem na região da Antártica, onde se alimentam intensamente para acumular reservas de energia. Com a chegada do inverno no Hemisfério Sul, iniciam a migração em direção às águas mais quentes do Brasil, utilizadas para reprodução, nascimento e amamentação dos filhotes.
A região de Abrolhos, no sul da Bahia, é considerada um dos principais pontos de reprodução da espécie, atraindo milhares de animais ao longo da temporada. A estimativa é de que mais de 20 mil jubartes realizem esse deslocamento migratório.
Após o período reprodutivo, as baleias retornam gradualmente às águas frias do sul, onde os filhotes aprendem técnicas de alimentação e sobrevivência até completarem o ciclo migratório.
As imagens também mostram o chamado “golpe de cauda”, quando o animal arremessa a nadadeira contra a água. De acordo com especialistas, esse comportamento pode ter diferentes funções, como comunicação à distância, alerta de perigo, interação social ou até fortalecimento muscular, especialmente entre filhotes.
O forte impacto gera sons que se propagam por longas distâncias no ambiente marinho, servindo como forma de comunicação entre os animais.
Durante a temporada de migração, especialistas reforçam a importância do turismo responsável, com atenção às regras de aproximação de embarcações para evitar interferências na rota das baleias.
Entre os principais riscos enfrentados pela espécie estão colisões com embarcações e emalhe em redes de pesca.
