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Uma tecnologia desenvolvida em Santos (SP) vem ganhando espaço no tratamento de transtornos neurológicos e psiquiátricos em diferentes regiões do Brasil. O capacete de fotobiomodulação transcraniana, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já é utilizado em mais de 40 clínicas e consultórios distribuídos por 16 estados.
O equipamento, criado pela empresa HeadUp e fabricado pela Santos Tecnologia, do Grupo Santos Tec, utiliza luz infravermelha para estimular processos celulares no cérebro e tem sido aplicado em pacientes com depressão refratária e enxaqueca crônica.
Com a expansão do uso clínico, a Baixada Santista passa a se destacar também como polo de inovação em saúde, com uma tecnologia desenvolvida na região sendo aplicada em tratamentos considerados de alta complexidade.
Segundo os responsáveis pelo projeto, o dispositivo é o primeiro equipamento brasileiro voltado ao uso médico baseado na técnica de fotobiomodulação transcraniana, que atua por meio de luz em regiões cerebrais relacionadas ao humor, dor e funções cognitivas.
Estudos internacionais e pesquisas conduzidas no Brasil, em instituições como a Universidade de Pernambuco (UPE) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), dão suporte científico ao uso da tecnologia.
Na área da saúde mental, um estudo clínico apontou que 41% dos pacientes com depressão refratária apresentaram resposta ao tratamento, índice comparado a terapias mais complexas, como a estimulação magnética transcraniana.
O protocolo utilizado prevê sessões com um capacete equipado com 256 LEDs infravermelhos, aplicados por cerca de 20 minutos, três vezes por semana, durante quatro semanas.
Na neurologia, a tecnologia também tem sido utilizada no tratamento da enxaqueca crônica. De acordo com especialistas, pacientes apresentaram redução na frequência e intensidade das crises, além de menor uso de analgésicos e melhora na qualidade de vida. Dados apontam redução de até 39% nos dias com dor de cabeça.
O equipamento opera com luz infravermelha de 810 nanômetros, estimulando a atividade mitocondrial das células cerebrais e processos ligados à oxigenação e regulação neuroquímica. O sistema também permite ajustes personalizados conforme o protocolo clínico adotado.
Para os responsáveis pelo desenvolvimento, o diferencial está na união entre inovação nacional e validação científica. A aprovação da Anvisa é considerada um marco para a tecnologia desenvolvida na Baixada Santista, ampliando sua presença no cenário da saúde no país.
