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Mundo – As negociações entre Estados Unidos e Irã ganharam novos capítulos após o presidente americano Donald Trump afirmar que um acordo para encerrar o recente conflito entre os dois países está próximo de ser concluído. Segundo o republicano, os documentos estariam praticamente finalizados e poderiam ser assinados ainda neste fim de semana.
Apesar do otimismo demonstrado pela Casa Branca, autoridades iranianas afirmam que ainda não há uma decisão definitiva sobre o entendimento, classificando as declarações como especulações.
Trump afirma que acordo está perto da assinatura
Durante uma publicação na rede Truth Social e posteriormente em declarações no Salão Oval da Casa Branca, Trump afirmou que as negociações avançaram significativamente nos últimos dias.
Segundo o presidente americano, os chamados “pontos finais” do acordo teriam sido aprovados e as conversas alcançaram os mais altos níveis da liderança iraniana.
Trump também declarou que cancelou operações militares que estavam previstas contra alvos iranianos após os avanços diplomáticos.
“Os documentos estão praticamente finalizados”, afirmou o presidente ao comentar a possibilidade de uma assinatura ocorrer nos próximos dias, possivelmente em território europeu.
O que prevê o possível acordo
De acordo com as informações divulgadas por Trump, o entendimento incluiria compromissos importantes de ambos os lados.
O Irã assumiria a obrigação de abandonar qualquer tentativa de desenvolver armas nucleares, enquanto os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos iranianos.
Outro ponto destacado pelo presidente americano envolve a reabertura do Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte global de petróleo.
Segundo Trump, a passagem seria oficialmente reaberta após a formalização do acordo.
Irã nega conclusão das negociações
Apesar das declarações do governo americano, o Ministério das Relações Exteriores do Irã adotou um tom cauteloso.
O porta-voz da pasta, Esmail Baghaei, afirmou que Teerã ainda não chegou a uma decisão final sobre qualquer acordo e criticou mudanças de posicionamento adotadas pelos Estados Unidos durante as negociações.
Segundo ele, boa parte do texto já estava pronta anteriormente, mas ajustes e divergências continuam sendo discutidos entre as partes.
Integrantes da ala mais conservadora do Parlamento iraniano também demonstraram desconfiança em relação aos anúncios feitos por Trump.
Catar e países do Golfo atuam como mediadores
As negociações contaram com o apoio de diversos países da região e de aliados dos Estados Unidos.
Segundo Trump, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Egito participaram ou apoiaram as conversas.
Entre os principais mediadores está o Catar, que enviou representantes a Teerã nos últimos dias para discutir pontos considerados sensíveis do acordo.
De acordo com fontes ligadas às negociações, esses encontros ajudaram a reduzir divergências e aproximar as partes de um possível entendimento.
Estreito de Ormuz segue no centro das discussões
Um dos temas mais importantes das negociações é a situação do Estreito de Ormuz.
A rota é estratégica para o comércio internacional de petróleo e esteve no centro da recente escalada de tensões entre Washington e Teerã.
O Irã anunciou nesta semana restrições à navegação na região e advertiu embarcações sobre a necessidade de autorização prévia para atravessar o local.
A eventual reabertura completa da passagem é vista como um dos principais benefícios econômicos de um possível acordo de paz.
Expectativa permanece enquanto negociações continuam
Embora Donald Trump tenha afirmado que a guerra foi encerrada e que um acordo está próximo, autoridades iranianas mantêm cautela e afirmam que as negociações ainda não foram concluídas.
Dessa forma, a comunidade internacional acompanha os próximos passos das tratativas, que podem redefinir as relações entre os dois países e reduzir as tensões em uma das regiões mais estratégicas do planeta.

