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A defesa do ex-jogador Robson de Souza, conhecido como Robinho, apresentou novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para retirar o caráter hediondo da pena de nove anos de prisão imposta por estupro coletivo. Caso o ministro Luiz Fux aceite a solicitação, Robinho poderá progredir para o regime semiaberto, que permite estudar e trabalhar durante o dia, retornando à prisão à noite.
Robson foi detido em 21 de março de 2024, referente a crime cometido na Itália, em 2013, contra uma mulher albanesa. A prisão ocorreu após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou o cumprimento da sentença italiana no Brasil. Inicialmente, a defesa havia protocolado pedido de habeas corpus em novembro de 2025, e atualmente o advogado Bruno Dias Cândido apresentou novo pedido ao STF. O processo está sob análise do ministro Luiz Fux, com a Procuradoria-Geral da República se manifestando contra a solicitação.
A defesa argumenta que a sentença italiana tratou o crime como comum e que o STJ foi quem acrescentou o caráter hediondo, enquanto o STF entende que o estupro é crime hediondo no Brasil, e a qualificação não poderia ser afastada sem violar a ordem pública e a isonomia.
Robinho cumpriu mais de um ano de pena na P2 de Tremembé (SP) e, em novembro de 2025, foi transferido para o Centro de Ressocialização de Limeira (SP). O caso continua aguardando decisão do STF sobre a alteração do regime de cumprimento da pena.

