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Mundo – Moradores dos subúrbios do sul de Beirute deixaram a região às pressas nesta segunda-feira (1º) após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenar novos ataques contra áreas controladas pelo Hezbollah. A medida representa uma nova escalada da guerra no Líbano e aumenta a pressão sobre negociações diplomáticas conduzidas pelos Estados Unidos para tentar conter o conflito regional.
As ruas da região de Dahiyeh, considerada reduto histórico do Hezbollah, registraram congestionamentos e deslocamento intenso de moradores após os alertas de novos bombardeios.
Israel amplia ofensiva e cita violações do cessar-fogo
Segundo comunicado divulgado pelo gabinete israelense, Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, autorizaram ataques contra o que classificaram como “alvos terroristas” em resposta a supostas violações repetidas do cessar-fogo e ataques atribuídos ao Hezbollah.
A ofensiva ocorre após dias de intensificação dos confrontos no sul do Líbano.
Entre as ações recentes citadas pelas autoridades israelenses estão:
- Expansão das operações terrestres no sul libanês
- Ampliação de áreas sob controle militar israelense
- Novos ataques direcionados a regiões ligadas ao Hezbollah
- Captura do Castelo de Beaufort, estrutura histórica com cerca de 900 anos
Desde o anúncio de cessar-fogo feito pelos Estados Unidos em abril, esta é uma das maiores ampliações da ofensiva na região de Beirute.
Hezbollah e autoridades libanesas apontam agravamento do conflito
Autoridades do Líbano afirmam que mais de 3.370 pessoas morreram em ataques israelenses desde março, período em que o Hezbollah intensificou ataques em apoio ao Irã durante o conflito regional.
Do lado israelense, autoridades relatam a morte de 24 militares e quatro civis no mesmo período.
O Hezbollah declarou ter realizado 21 operações militares apenas no domingo (31), incluindo disparos de foguetes contra infraestrutura militar israelense na cidade de Nahariya.
A continuidade dos ataques tem ampliado o deslocamento populacional. Segundo autoridades libanesas, mais de um milhão de pessoas já deixaram suas casas desde o início da guerra.
Diplomacia enfrenta obstáculos para conter crise regional
Os novos ataques também afetam negociações diplomáticas lideradas pelos Estados Unidos.
Segundo autoridades iranianas, o avanço das operações israelenses no Líbano dificulta conversas mais amplas envolvendo Washington, Teerã e aliados regionais.
Entre as propostas discutidas nas negociações recentes estão:
- Suspensão dos ataques do Hezbollah contra Israel
- Compromisso israelense de não ampliar ataques em Beirute
- Construção gradual de um cessar-fogo mais amplo
- Retomada de negociações políticas regionais
A França convocou uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU para discutir a escalada.
Enquanto diplomatas tentam construir canais de negociação, a percepção entre autoridades regionais é que o espaço para acordos rápidos ficou menor após a retomada dos bombardeios.

