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Planície dos Jarros
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Mundo – Arqueólogos fizeram uma descoberta que pode ajudar a desvendar um dos maiores mistérios arqueológicos do Sudeste Asiático. Pesquisadores encontraram um enorme jarro de pedra repleto de ossos humanos na chamada Planície dos Jarros, em Laos, região conhecida pelos milhares de recipientes megalíticos espalhados pela paisagem montanhosa.

O achado reforça a teoria de que os misteriosos vasos gigantes eram usados em rituais funerários há cerca de 1.200 anos. A pesquisa ganhou destaque internacional após cientistas identificarem restos mortais de diferentes gerações dentro de um dos maiores recipientes já analisados no local.

O que é a Planície dos Jarros

A Planície dos Jarros é um importante sítio arqueológico localizado na província de Xieng Khouang, no norte de Laos. O local abriga mais de dois mil jarros de pedra espalhados por áreas de floresta e montanhas, alguns com até três metros de altura e várias toneladas.

Os recipientes intrigam pesquisadores há décadas. Ainda não existe consenso sobre qual civilização construiu os vasos gigantes nem como eles foram transportados até a região montanhosa.

Desde os anos 1930, arqueólogos levantam hipóteses de que os jarros estariam ligados a práticas funerárias antigas, mas faltavam provas concretas sobre a função exata das estruturas.

Jarro encontrado tinha restos mortais organizados

O novo estudo analisou um recipiente conhecido como “Jar 1”, considerado um dos maiores da região. Dentro dele, cientistas identificaram ossos e dentes humanos pertencentes a dezenas de pessoas de diferentes períodos.

Segundo os pesquisadores, os restos mortais estavam organizados de forma específica:

  • Crânios posicionados próximos às bordas do jarro;
  • Ossos dos braços e pernas agrupados;
  • Ausência de partes menores do esqueleto.

A disposição sugere que os corpos passaram primeiro por decomposição em outro local antes de os ossos serem transferidos para o recipiente de pedra em um ritual secundário de sepultamento.

Os cientistas acreditam que o local funcionava como uma espécie de espaço funerário coletivo utilizado durante séculos, entre os séculos IX e XII.

Objetos encontrados ajudam a entender antiga civilização

Além dos ossos humanos, arqueólogos localizaram contas de vidro, ferramentas de ferro, fragmentos de cerâmica e objetos metálicos dentro do jarro.

Algumas análises indicam que certos materiais podem ter vindo de regiões distantes da Ásia, sugerindo antigas rotas comerciais e conexões culturais entre diferentes povos.

Especialistas afirmam que a descoberta é considerada importante porque é uma das evidências mais claras já encontradas de uso funerário dos jarros gigantes.

Agora, pesquisadores pretendem realizar testes de DNA e novas análises químicas para tentar identificar quem eram as populações responsáveis pelos rituais e como viviam naquela região.

Mistério arqueológico ainda intriga cientistas

Mesmo com os avanços, muitas perguntas seguem sem resposta.

Pesquisadores ainda tentam descobrir:

  • Quem construiu os gigantescos recipientes de pedra;
  • Como eles foram transportados;
  • Qual era o verdadeiro significado espiritual dos rituais;
  • Por que os jarros estão espalhados em diferentes áreas da região.

A Planície dos Jarros é considerada Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2019 e segue como um dos sítios arqueológicos mais misteriosos da Ásia.

Especialistas acreditam que novas escavações podem revelar detalhes importantes sobre antigas civilizações do Sudeste Asiático e suas práticas funerárias.

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