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Brasil – Uma youtuber de 16 anos denunciou nas redes sociais ser vítima de violência sexual cometida pelo próprio pai. O caso é investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Ceará, que apuram denúncias envolvendo abuso e descumprimento de medidas protetivas na cidade de Tianguá, no interior do estado.
A adolescente publicou um vídeo relatando o que afirma ter vivido dentro de casa e acusou o pai de tentar inverter a situação judicialmente, fazendo denúncias contra a mãe dela. Segundo o relato, ela e a mãe não estariam sendo ouvidas adequadamente pelas autoridades.
“Tudo o que ele está denunciando a minha mãe é por coisas que ele fez”, afirmou a jovem na publicação divulgada nas redes sociais.
Ministério Público acompanha o caso
O Ministério Público do Ceará informou nesta segunda-feira (18) que instaurou um procedimento administrativo para acompanhar a situação da adolescente. O órgão atua em conjunto com a rede municipal de assistência social e saúde de Tianguá.
Segundo o MP, a jovem já passou por escuta especializada, prevista na Lei nº 13.431/2017, legislação que estabelece mecanismos de proteção para crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
O procedimento busca garantir acolhimento adequado, proteção psicológica e segurança à vítima durante o andamento das investigações.
Além disso, o Ministério Público confirmou que medidas protetivas de urgência seguem em vigor, incluindo a proibição de aproximação do pai.
Polícia Civil investiga violência e descumprimento de medida
A Polícia Civil do Ceará informou que a Delegacia de Tianguá investiga dois possíveis crimes relacionados ao caso: violência contra a adolescente e descumprimento de medida protetiva.
Nas redes sociais, a jovem também relatou medo de frequentar espaços públicos por conta da influência do pai na cidade.
“Estou cansada de viver com medo. Não estou indo para a escola, estou tendo que estudar em casa”, disse a adolescente no vídeo.
O depoimento gerou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu debates sobre violência sexual infantil, proteção às vítimas e a importância da denúncia.
Violência sexual infantil ainda enfrenta subnotificação
Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes continuam sendo um dos principais desafios enfrentados pelos órgãos de proteção no Brasil. Especialistas apontam que o medo, a dependência emocional e a pressão familiar frequentemente dificultam as denúncias.
Na prática, situações envolvendo familiares costumam ser ainda mais delicadas, principalmente em cidades menores, onde vítimas relatam medo de exposição e represálias.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê proteção integral às vítimas, incluindo acesso à rede de saúde, assistência psicológica e medidas judiciais de proteção.
Como denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes
A Polícia Civil reforçou que denúncias anônimas podem ajudar nas investigações. Informações podem ser repassadas pelos seguintes canais:
- Disque-Denúncia 181
- WhatsApp da SSPDS: (85) 3101-0181
- Delegacia de Tianguá: (88) 3671-9328
O sigilo das denúncias é garantido.
O caso da youtuber de 16 anos mobilizou autoridades e gerou ampla repercussão nas redes sociais. Enquanto as investigações seguem em andamento, órgãos de proteção reforçam a importância do acolhimento às vítimas e da denúncia em casos de violência sexual infantil.
A apuração busca esclarecer as acusações apresentadas pela adolescente e garantir sua segurança durante o processo.

