Publicidade
varejo brasileiro
Reprodução Freepik
Getting your Trinity Audio player ready...

Economia – As vendas do varejo brasileiro cresceram 5,4% em abril na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (11) pela Stone.

Apesar da alta anual, o setor apresentou leve recuo de 0,2% em relação a março, indicando desaceleração após o avanço registrado no mês anterior.

Seis segmentos tiveram crescimento

De acordo com o estudo mensal da Stone, seis dos oito segmentos analisados registraram crescimento nas vendas em abril.

O maior avanço foi observado no setor de combustíveis e lubrificantes, que cresceu 14,4% pelo segundo mês consecutivo.

Na sequência aparecem os segmentos de material de construção (7,4%), artigos farmacêuticos (6,4%) e hipermercados, supermercados, alimentos, bebidas e fumo (6,1%).

Outros artigos de uso pessoal e doméstico avançaram 4,3%, enquanto tecidos, vestuário e calçados tiveram crescimento mais moderado, de 1,3%.

Livros e eletrodomésticos registraram queda

Entre os setores que apresentaram retração estão livros, jornais, revistas e papelaria, com queda de 5,4%.

O segmento de móveis e eletrodomésticos também teve leve recuo de 0,1%.

Os números refletem um cenário de consumo ainda pressionado pelo custo do crédito e pelo endividamento das famílias brasileiras.

Endividamento ainda limita recuperação do consumo

Segundo o economista e pesquisador da Stone, Guilherme Freitas, o varejo segue em crescimento, mas ainda sem uma recuperação totalmente consolidada.

“O resultado de abril mostra uma acomodação após a recuperação observada no mês anterior, mas o consumo segue sustentado”, afirmou em comunicado divulgado à imprensa.

Ele destacou ainda que a renda das famílias continua ajudando o consumo, mas o alto endividamento e os juros elevados dificultam uma retomada mais forte do setor.

Cenário econômico segue em atenção

O desempenho do varejo é acompanhado de perto pelo mercado financeiro por servir como um dos principais termômetros da economia brasileira.

Especialistas avaliam que o comportamento do consumo nos próximos meses dependerá da inflação, do custo do crédito e do nível de confiança das famílias.

Mesmo com resultados positivos em parte dos segmentos, o cenário econômico ainda é considerado desafiador para o comércio.

Publicidade

Destaques ISN

Relacionadas

Menu