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Mundo – Um ataque aéreo israelense matou Azzam Al-Hayya, filho de um dos principais negociadores do Hamas, em meio às conversas sobre o futuro da Faixa de Gaza e a manutenção do cessar-fogo entre Israel e o grupo palestino. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (7) por integrantes do Hamas.
Segundo Basim Naim, alto funcionário do grupo, Azzam era filho de Khalil Al-Hayya e morreu após sofrer ferimentos em um bombardeio realizado na noite de quarta-feira (6).
O caso ocorre enquanto representantes do Hamas participam de negociações no Cairo, no Egito, mediadas por autoridades regionais e pelos Estados Unidos para discutir a próxima fase do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Hamas afirma que ataques prejudicam negociações
De acordo com o Hamas, este é o quarto filho de Khalil Al-Hayya morto em ataques israelenses ao longo dos últimos anos. O negociador, que vive fora de Gaza, já teria sobrevivido a diversas tentativas de assassinato.
Em entrevista à emissora Al Jazeera antes da confirmação da morte do filho, Hayya acusou Israel de tentar dificultar os esforços diplomáticos conduzidos pelos mediadores internacionais.
Segundo ele, os ataques indicariam que Israel não pretende cumprir integralmente os termos do cessar-fogo firmado anteriormente.
O Exército de Israel não comentou oficialmente o caso até o momento da publicação.
Conversas no Cairo buscam manter cessar-fogo
As negociações realizadas no Cairo envolvem representantes do Hamas, mediadores regionais e integrantes do chamado “Conselho de Paz”, grupo ligado às discussões internacionais sobre a reconstrução de Gaza.
O plano debatido prevê a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza e o início da reconstrução do território após o encerramento do conflito armado.
No entanto, um dos principais impasses continua sendo o desarmamento do Hamas, exigência defendida por Israel para avançar na segunda fase do acordo.
Conflito continua apesar de acordo
Mesmo após o cessar-fogo firmado em outubro, novos ataques e confrontos continuam sendo registrados na região.
Segundo médicos locais citados pela agência Reuters, centenas de palestinos morreram desde a entrada em vigor do acordo. Israel, por sua vez, afirma que seus ataques têm como objetivo impedir ações armadas de militantes palestinos contra tropas israelenses.
A guerra em Gaza segue gerando forte repercussão internacional, especialmente diante da crise humanitária no território e das dificuldades para consolidar uma trégua duradoura.
Tensão aumenta em meio à crise humanitária
Além das negociações políticas e militares, a população civil continua enfrentando os impactos da guerra, incluindo destruição de infraestrutura, falta de alimentos, deslocamentos forçados e dificuldades no acesso a atendimento médico.
Organizações internacionais e líderes mundiais seguem pressionando por avanços diplomáticos que permitam ampliar a ajuda humanitária e evitar novos episódios de violência na região.
