Polícia apreende último suspeito de estupro coletivo de crianças em SP
Foto Divulgação/SSP-SP
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A Polícia Civil de São Paulo apreendeu, na manhã desta segunda-feira (4), o último adolescente suspeito de participar do estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos. O crime ocorreu no dia 21 de abril, na zona leste da capital paulista.

Segundo as autoridades, o jovem se apresentou ao 63º Distrito Policial após negociação com a família, iniciada no domingo (3). Com a apreensão, todos os cinco envolvidos — quatro adolescentes e um adulto — estão sob controle da polícia.

Dois dos menores já haviam sido levados pelos próprios pais à delegacia na última quinta-feira (30). Outro adolescente foi localizado e apreendido em Jundiaí, no interior paulista. O único maior de idade envolvido, Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi preso na Bahia e deve ser transferido para São Paulo.

De acordo com as investigações, pelo menos quatro dos suspeitos confessaram participação no crime.

As autoridades agora avançam para uma nova fase da apuração: identificar pessoas que compartilharam os vídeos dos abusos nas redes sociais. A polícia informou que o adulto preso teria filmado o crime e enviado as imagens por meio de um grupo no WhatsApp, o que contribuiu para a disseminação do conteúdo.

A Polícia Civil alertou que quem compartilha esse tipo de material também pode ser responsabilizado criminalmente. Além disso, pediu que a população interrompa a divulgação das imagens, ressaltando os danos às vítimas.

Outro ponto investigado é a possível intimidação sofrida pela família das crianças. Há indícios de que moradores da comunidade teriam tentado impedir o registro da ocorrência, sugerindo que o caso fosse resolvido internamente, sem envolvimento das autoridades.

O crime aconteceu após as vítimas serem atraídas por quatro adolescentes e um adulto com o convite para soltar pipa. Ao chegarem a um imóvel da região, foram abusadas sexualmente. A gravação do crime foi feita pelo adulto, que chegou a pedir que um dos adolescentes continuasse filmando.

A denúncia só foi formalizada após a irmã de uma das vítimas reconhecer uma das crianças nas imagens que circulavam nas redes sociais, no dia 24 de abril.

A polícia segue com as investigações para identificar todos os envolvidos na disseminação do conteúdo e esclarecer possíveis omissões ou ameaças relacionadas ao caso.

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