Da notícia à emoção: A visão de um Jornalista que transforma o universo esportivo em informação, análise e paixão. Dos bastidores aos gramados, um olhar completo sobre o que move o esporte dentro e fora das quatro linhas.
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Seu Geraldo levanta cedo, toma o café da manhã e sai de casa. A banca que gerencia há décadas é o seu destino. Mas o destaque do dia não está nos jornais. É 30 de abril: chegaram as primeiras caixas com as figurinhas da Copa do Mundo, e logo as pessoas estarão formando filas para comprar as primeiras unidades. Dez aqui, doze ali, mais cinco para matar a curiosidade.

Colecionar o álbum de figurinhas é uma tradição que passa de geração para geração. Há quem colecione só para estar por dentro da nova moda. Há quem leve mais a sério, como uma velha tradição que só ocorre de quatro em quatro anos. Há espaço para todos, e tudo isso serve como um termômetro para a Copa que está por vir.

O primeiro jogo está marcado para o dia 11 de junho. As seleções ainda nem foram definidas. Mas há quem já esteja perto de completar o álbum recém-lançado. Dessa forma, a arte de colecionar um álbum me faz lembrar das redes sociais. Hoje, tudo precisa ser feito de imediato; não há mais tempo para se curtir o processo.

Colecionar o álbum da Copa é comemorar a “conquista” do escudo brilhante da — pouco conhecida — seleção de Curaçao. É torcer para encontrar a última figurinha que falta para completar a primeira seleção. É rasgar o pacotinho e esperar por um Messi ou um Cristiano Ronaldo — mas, por enquanto, nada de Neymar (será que vai?).

No fim das contas, o álbum de figurinhas também não escapou do ritmo acelerado dos dias de hoje. O que antes era construído aos poucos, entre trocas e encontros, agora virou corrida contra o tempo já no primeiro dia. Completar deixou de ser jornada para virar urgência — um reflexo claro de como até as tradições mais simples acabam moldadas pela pressa do presente.

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