Jerônimo Rodrigues e ACM Neto disputam governo da Bahia Foto: Reprodução
Jerônimo Rodrigues e ACM Neto disputam governo da Bahia Foto: Reprodução
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A corrida eleitoral para o governo da Bahia em 2026 já começa marcada por forte equilíbrio entre os principais concorrentes. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) mostra um cenário de empate técnico entre ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT), indicando uma disputa competitiva e ainda em aberto a poucos meses das eleições.

O levantamento, que ouviu cerca de 1.200 eleitores entre os dias 23 e 27 de abril, marca o início de uma nova rodada de pesquisas no estado e reforça a tendência de polarização entre os dois principais nomes da política baiana.

Empate técnico no primeiro turno evidencia cenário indefinido

Nos cenários estimulados, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, ACM Neto e Jerônimo Rodrigues aparecem praticamente empatados dentro da margem de erro, configurando um quadro de equilíbrio eleitoral.

O resultado indica que, apesar da vantagem histórica de ACM Neto em levantamentos anteriores, o atual governador conseguiu reduzir a distância e consolidar sua posição competitiva.

Esse empate técnico revela um eleitorado dividido e sugere que fatores como campanha, alianças políticas e desempenho administrativo terão papel decisivo na definição do pleito.

Segundo turno também aponta disputa apertada

A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre os dois principais candidatos. Nesse cenário, ACM Neto aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Jerônimo Rodrigues soma 38%.

Apesar da vantagem numérica do ex-prefeito de Salvador, a diferença está dentro do limite da margem de erro, o que caracteriza novamente um empate técnico.

O dado reforça que, mesmo em uma fase mais avançada da eleição, não há indicação de favoritismo consolidado, mantendo a disputa aberta.

Avaliação do governo influencia cenário eleitoral

Outro fator relevante apontado pelo levantamento é a avaliação da gestão estadual. Segundo a pesquisa, 56% dos eleitores aprovam o governo de Jerônimo Rodrigues, enquanto 33% desaprovam.

A aprovação majoritária tende a fortalecer a competitividade do atual governador, especialmente em um cenário de reeleição. Ainda assim, o equilíbrio nas intenções de voto mostra que essa vantagem não se traduz automaticamente em liderança isolada.

Histórico recente indica redução da vantagem de ACM Neto

Comparações com pesquisas anteriores ajudam a entender o momento atual da disputa. Levantamentos de 2025 e início de 2026 indicavam ACM Neto à frente, com diferenças que variavam entre 5 e mais de 10 pontos percentuais.

A nova pesquisa da Quaest evidencia uma mudança significativa nesse cenário, com redução da distância e consolidação de um quadro mais competitivo.

Eleitor ainda indeciso pode definir eleição

Outro dado relevante na pesquisa para o governo da Bahia é o percentual de eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco ou nulo, especialmente nas simulações de segundo turno, onde esses grupos ainda representam uma parcela considerável do eleitorado.

Esse contingente tende a ser decisivo nos próximos meses, à medida que a campanha avance e os candidatos ampliem sua exposição e propostas.

Polarização deve marcar campanha na Bahia

A pesquisa reforça um cenário de polarização entre dois projetos políticos distintos: de um lado, ACM Neto, principal nome da oposição no estado; de outro, Jerônimo Rodrigues, representante do grupo político ligado ao PT e ao governo federal.

A tendência é que a disputa se intensifique com o avanço do calendário eleitoral, especialmente diante de um eleitorado dividido e altamente competitivo.

Um cenário aberto e em construção

A primeira pesquisa Quaest de 2026 para o Governo da Bahia deixa claro que a eleição para o governo estadual está longe de ser definida. O empate técnico tanto no primeiro quanto no segundo turno aponta para uma disputa equilibrada, onde cada movimento de campanha pode alterar significativamente o cenário.

Com mais de um ano até as urnas, o eleitor baiano ainda deve acompanhar mudanças relevantes no quadro eleitoral — tornando a corrida pelo Palácio de Ondina uma das mais imprevisíveis do país.

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