|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Entretenimento – Após mais de quatro décadas de trajetória, a banda Sepultura inicia seu capítulo final com o lançamento de um novo EP e a preparação para a última turnê. O trabalho, intitulado The Cloud of Unknowing, marca a despedida de um dos maiores nomes do metal brasileiro.
Com apenas quatro faixas, o disco funciona como um “canto do cisne” da banda, reunindo elementos clássicos do grupo e experimentações inéditas.
Disco final traz balada inédita e novas influências
Entre as músicas do EP, uma chama atenção por fugir do estilo tradicional da banda: a balada “Beyond the Dream”. A faixa foi composta com participação de Tony Bellotto e Sérgio Britto, além do vocalista Derrick Green.
Com andamento mais lento e vocais limpos, a música traz versos que remetem a recomeços e despedidas, dialogando diretamente com o momento atual da banda.
Já as outras faixas mantêm a identidade sonora do Sepultura, com peso, agressividade e influências do thrash metal.
Nova formação trouxe energia criativa
O guitarrista Andreas Kisser destaca que a entrada do baterista Greyson Nekrutman trouxe novas possibilidades musicais ao grupo.
Segundo ele, o músico adicionou influências diferentes, incluindo elementos de jazz, o que contribuiu para a criação das novas canções.
A banda também conta com o baixista Paulo Xisto, formando a atual formação que gravou o EP.
Gravação sem pressão e com liberdade criativa
As músicas foram gravadas em Miami, em um estúdio histórico que já recebeu bandas como o Black Sabbath.
De acordo com Kisser, o processo aconteceu de forma livre, sem prazos rígidos ou pressões de gravadora — o que permitiu maior experimentação e espontaneidade.
Turnê de despedida e show final em formato de festival
O lançamento do disco acompanha a última turnê do grupo, que já passou por diversos países e deve encerrar com um grande show em São Paulo, previsto para o segundo semestre.
A apresentação final será em formato de festival, com participação de outras bandas, ainda não anunciadas.
Segundo Kisser, não haverá reunião com Max Cavalera e Iggor Cavalera, fundadores da banda, apesar de convite ter sido feito.
“A morte dá intensidade ao presente”
Para Andreas Kisser, o processo de despedida tem sido marcante. Em entrevista, ele refletiu sobre o fim do ciclo:
“A morte dá uma intensidade ao presente, traz mais vida às coisas.”
A fala resume o momento vivido pela banda: um encerramento que, longe de ser melancólico, reforça a energia e a relevância construída ao longo de mais de 40 anos.
Um legado que ultrapassa gerações
Desde os anos 1980, o Sepultura se consolidou como um dos maiores nomes do metal mundial, influenciando bandas dentro e fora do Brasil.
Ao encerrar suas atividades com um novo trabalho e uma turnê global, o grupo reafirma seu impacto na música, e deixa uma pergunta inevitável para os fãs: como se despedir de uma banda que nunca deixou de evoluir?
