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Política – A possível composição da chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro ganhou novos contornos após declarações da deputada Simone Marquetto, cotada para a vice. Em agenda voltada ao público religioso, a parlamentar afirmou não ver compatibilidade entre o catolicismo e a esquerda, posicionamento que repercutiu no meio político.
A fala ocorre em meio às articulações para as eleições presidenciais e ao esforço de partidos em ampliar o diálogo com diferentes segmentos religiosos.
Agenda com católicos e estratégia política
Nos próximos meses, Simone Marquetto deve intensificar encontros com lideranças católicas em diferentes regiões. A movimentação é vista dentro do partido como estratégica para fortalecer a presença da possível chapa junto a esse público.
Aliados avaliam que, enquanto setores evangélicos já demonstram maior proximidade com o grupo político de Flávio Bolsonaro, o eleitorado católico ainda é considerado mais diverso em termos de posicionamento.
Declaração sobre esquerda e valores religiosos
Durante as agendas, a deputada afirmou:
“Não vejo como é possível para um católico apoiar a esquerda, que traz pautas contra a vida.”
A fala reflete uma visão presente em parte do espectro político, que associa debates sobre temas sociais e direitos civis a divergências com princípios religiosos tradicionais.
Por outro lado, especialistas costumam apontar que o eleitorado católico no Brasil é heterogêneo, com diferentes interpretações sobre questões políticas e sociais.
Definição de vice ainda depende de alianças
A escolha do nome que ocupará a vice na eventual candidatura de Flávio Bolsonaro ainda depende de definições partidárias. O Progressistas (PP) e o União Brasil, que formam uma federação, devem decidir nas próximas semanas se apoiarão oficialmente o projeto eleitoral.
Caso o apoio seja confirmado, caberá ao grupo definir se a vaga de vice ficará com a federação, cenário em que o nome de Marquetto ganha força.
Trajetória política e atuação religiosa
Ex-prefeita de Itapetininga (SP), Simone Marquetto tem atuação ligada ao segmento católico no Congresso Nacional. Ela integra a frente parlamentar católica e participou de iniciativas voltadas à presença religiosa em espaços institucionais.
Entre suas propostas, está um projeto que reconhece Campina Grande (PB) como “capital da fé”, destacando eventos religiosos realizados na cidade.
Religião e política no debate eleitoral
A declaração da deputada reacende um debate recorrente no cenário político brasileiro: a relação entre religião e posicionamento ideológico.
Em um país de maioria cristã, candidatos frequentemente buscam dialogar com valores religiosos para ampliar apoio eleitoral. Ao mesmo tempo, especialistas destacam a importância de separar crenças pessoais de políticas públicas em um Estado laico.
