|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Brasil – A jornalista Alice Ribeiro, repórter da Band Minas, morreu aos 35 anos após um grave acidente na BR-381, em Minas Gerais. A confirmação da morte encefálica foi feita na noite de quinta-feira (16) pelo Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
O caso gerou comoção entre colegas de profissão e reacendeu discussões sobre segurança nas estradas brasileiras. Mas quem era Alice Ribeiro e qual foi sua trajetória no jornalismo?
Carreira marcada por sensibilidade e compromisso social
Alice Ribeiro construiu uma carreira de cerca de 15 anos na televisão. Nascida na Bahia, iniciou sua trajetória em uma afiliada da TV Globo em Feira de Santana, antes de seguir para a Band Brasília.
Em 2024, passou a integrar a equipe da Band Minas, onde atuava como repórter. Ao longo da carreira, ficou conhecida pelo interesse em pautas sociais, com atenção especial a temas ligados ao autismo e à inclusão.
Colegas de trabalho destacam que Alice unia técnica jornalística com empatia, característica que marcou sua atuação dentro e fora das telas.
Vida pessoal e momento familiar
Fora do ambiente profissional, Alice vivia uma fase importante na vida pessoal. Casada com um agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ela havia retornado recentemente da licença-maternidade.
A jornalista deixa um filho de nove meses.
Amigos e colegas descrevem Alice como uma pessoa próxima, solidária e dedicada à família, além de apaixonada pela profissão.
Acidente ocorreu na BR-381, conhecida como “rodovia da morte”
O acidente que vitimou Alice Ribeiro ocorreu na BR-381, rodovia conhecida pelo alto índice de acidentes. A equipe da Band retornava de uma pauta sobre obras de duplicação da via no momento da colisão.
Segundo informações iniciais, o carro da emissora teria invadido a contramão e colidido com um caminhão em um trecho de reta.
O cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, que também estava no veículo, morreu no local.
Investigação e circunstâncias do acidente
As causas do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades. Até o momento, os relatos indicam que o impacto foi frontal e de grande intensidade.
A BR-381, frequentemente chamada de “rodovia da morte”, é alvo constante de debates sobre infraestrutura e segurança viária, especialmente devido ao número elevado de ocorrências graves.
Comoção e legado no jornalismo
A morte de Alice Ribeiro gerou grande repercussão entre profissionais da imprensa e nas redes sociais. Mensagens de colegas ressaltam não apenas sua competência profissional, mas também sua postura ética e humana.
Seu trabalho, especialmente voltado a temas sociais, deixa um legado que ultrapassa as reportagens exibidas.
Reflexão sobre segurança nas estradas
O caso reacende uma discussão recorrente: os riscos enfrentados por profissionais que trabalham em campo, especialmente em rodovias com histórico de acidentes.
Mais do que uma perda para o jornalismo, a morte de Alice Ribeiro evidencia a necessidade de avanços em infraestrutura e segurança nas estradas brasileiras.
