Ex-presidente do BRB é preso em operação da PF por suspeita de corrupção
Reprodução Wikimedia
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Brasil – O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso na manhã desta quinta-feira (16) durante uma nova fase da operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

Nova fase da operação mira lavagem de dinheiro

Nesta etapa, a quarta da operação, estão sendo cumpridos:

  • dois mandados de prisão;
  • sete mandados de busca e apreensão.

As ações ocorrem em São Paulo e no Distrito Federal.

Segundo a PF, o foco é investigar crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.

Suspeita envolve valores milionários

De acordo com apuração, os investigadores analisam se Paulo Henrique Costa teria recebido cerca de R$ 140 milhões do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

O suposto pagamento teria como objetivo viabilizar a compra da instituição financeira pelo banco público de Brasília.

Outro preso na operação é o advogado Daniel Monteiro, apontado como responsável por estruturar a transferência de imóveis de luxo ao ex-presidente do BRB por meio de empresas de fachada.

Investigação já havia atingido ex-presidente anteriormente

Paulo Henrique Costa já havia sido alvo da primeira fase da operação, em novembro do ano passado. Na ocasião, foram realizadas buscas e apreensões, e ele foi afastado do cargo.

Também naquele momento, Daniel Vorcaro chegou a ser preso.

Defesa nega irregularidades

A defesa de Paulo Henrique Costa contesta as acusações. O advogado Cleber Lopes afirmou que o cliente não cometeu crimes.

Já o governo do Distrito Federal declarou, em nota, que acompanha o caso e reforçou o compromisso com a legalidade e a transparência, destacando que a apuração cabe ao Poder Judiciário.

O que acontece agora

As investigações seguem em andamento para esclarecer:

  • a origem dos recursos;
  • o destino dos valores;
  • a eventual participação de outros envolvidos.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder por uma série de crimes previstos na legislação brasileira.

A prisão do ex-presidente do BRB marca um novo avanço da operação Compliance Zero e amplia o alcance das investigações sobre possíveis esquemas financeiros envolvendo agentes públicos e instituições.

O desfecho do caso dependerá das próximas etapas da apuração e das decisões da Justiça.

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