|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
Olá queridos leitores!
O casamento é delicado e cheio de nuances… mas existe um roteiro que a sociedade nos vendeu desde sempre: o homem está sempre pronto e a mulher é quem “gerencia” o acesso ao sexo. Mas o que acontece quando a realidade bate à porta e o papel se inverte? E quando é ele quem vira para o lado, diz que está cansado e evita o contato físico?
Parece estranho né?
Para muitas mulheres, esse cenário não é apenas frustrante; é desestruturante. Vivemos sob a crença de que o desejo feminino é responsivo, que floresce conforme o suporte emocional e o carinho que recebemos. Enquanto o masculino seria puramente visual e instintivo. Se ele não quer, a primeira conclusão da mulher costuma ser: “Tem algo errado comigo. Não sou mais desejada”. “Ele me ta me achando feia”. Ou pior ainda… “Ele tem outra”.
A verdade é que o cotidiano é um dos maiores “brochadores” que existem. O homem que vira apenas o “pagador de boletos” e a mulher que se torna apenas a “gestora do lar” perdem, aos poucos, a conexão de amantes.
Quando ele para de “caçar”, de conquistar, de enviar a mensagem no meio do dia, de planejar o passeio, e ela para de se colocar no lugar de quem deseja, o abismo aumenta. O sexo não morre na cama; ele morre na sala, na cozinha, no silêncio das mensagens não enviadas.
Vale destacar que para muitos homens, a iniciativa da busca costuma ser um papel assumido quase que solitariamente. Quando a resposta é frequentemente negativa, o sentimento não é apenas de frustração sexual, mas de rejeição pessoal.
E para evitar a dor do “não”, muitos homens param de tentar. Esse afastamento é uma forma de proteção emocional, mas pode acabar esfriando ainda mais a relação. Sem contar que a longo prazo, a rejeição acumulada vira mágoa, o que torna qualquer interação futura carregada de tensão em vez de prazer.
E a guerra entre o casal não para por ai… quando um lado se sente rejeitado e o outro parece “difícil” ou desinteressado, o casal entra em uma polarização e temos duas vertentes:
O Perseguidor: O homem que busca, cobra e se sente carente.
O Distanciador: A mulher que se retrai, critica e impõe barreiras.
Quanto mais um persegue, mais o outro se distancia. Para que o desejo volte, geralmente é preciso quebrar esse padrão. Muitas vezes, o homem recupera o desejo e a disposição quando sente que a casa é um lugar de paz e admiração, e não um tribunal de pequenas causas.
Da mesma forma, muitas vezes a mulher só consegue relaxar para o “sim” quando sente que a conexão emocional e a divisão de cargas estão equilibradas. É um equilíbrio delicado.
Não bastasse as ciladas do relacionamento, muitas mulheres, ao perceberem que o parceiro não procura, acabam entrando em um ciclo perigoso. Algumas se sentem aliviadas por não serem “cobradas”, enquanto outras entram em um turbilhão emocional de insegurança.
Mas aqui fica a provocação: o que você tem feito para ser desejante?
As mulheres precisam romper com a ideia de que a iniciativa é um dever exclusivamente masculino. O homem também precisa se sentir querido, buscado e validado. Quando a mulher assume o protagonismo do seu próprio desejo, ela quebra a dinâmica da rejeição e convida o parceiro de volta para o jogo.
Relacionamento é troca. Se a conexão física e emocional está esfriando, talvez seja hora de parar de esperar o movimento do outro e reacender a própria chama. Afinal, o “fim” começa justamente quando paramos de tentar e viramos protagonista da própria história.
