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Praia Grande registra dois feminicídios em menos de 24 horas
Foto reprodução / Katiana Oliveira e Thaís Rodrigues Rocha de Oliveira, vítimas de feminicídios
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Indignação e revolta marcam o dia seguinte ao Dia Internacional da Mulher. Em menos de 24 horas, dois casos de feminicídio chocaram moradores de Praia Grande, no litoral de São Paulo.

Os crimes aconteceram às vésperas e no próprio Dia Internacional da Mulher, reforçando o alerta sobre a violência doméstica e o feminicídio no país. Mais uma vez, a violência extrema atinge mulheres dentro de seus próprios lares.

Os dois casos foram registrados em Praia Grande e tiveram como suspeitos companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

 

Katiana Oliveira, morta a tiros no bairro Vila Sônia

Katiana Oliveira, vítima de feminicídio em Praia Grande — Foto: Redes sociais

O primeiro caso aconteceu na manhã de sábado (7), por volta das 9h30, na Rua Edila Amazonina Rodrigues Santos, no bairro Vila Sônia.

Katiana Oliveira, de 40 anos, foi baleada dentro da própria casa. Segundo a Polícia Militar, o principal suspeito é o ex-companheiro da vítima.

De acordo com informações apuradas, Katiana havia encerrado o relacionamento dias antes, mas o homem não teria aceitado o término.

Durante a discussão, ele atirou contra a vítima dentro da residência. Ferida, Katiana correu para a casa de uma vizinha em busca de ajuda, mas foi perseguida pelo agressor, que efetuou outros dois disparos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 10h e enviou uma viatura com três profissionais ao local. A equipe chegou a realizar massagem cardíaca na vítima, mas a morte foi confirmada cerca de 30 minutos depois.

Dias antes do crime, Katiana havia enviado um áudio a uma amiga relatando ameaças feitas pelo ex-companheiro. Na gravação, a vítima afirma que o homem havia dito que iria matá-la.

Ela contou ainda que decidiu terminar o relacionamento para evitar que a situação terminasse em tragédia.

Horas após o crime, o suspeito, identificado como Eronildo Manoel da Silva, e localizado, no bairro Vila Assunção, e detido pela Guarda Civil Municipal e pela Polícia Militar.

 

Thaís Rodrigues Rocha de Oliveira, morta no bairro Caieiras

Thaís Rodrigues Rocha de Oliveira, vítima de feminicídio em Praia Grande — Foto: Redes sociais

Menos de 24 horas depois, outro feminicídio foi registrado na cidade.

Na madrugada de domingo (8), Thaís Rodrigues Rocha de Oliveira foi morta dentro da casa onde vivia com o marido, na Rua Cantor Renato Russo, no bairro Caieiras.

O suspeito, Pedro Ubiratan de Oliveira, de 40 anos, foi preso em flagrante após confessar o crime.

De acordo com a Polícia Militar, familiares acionaram a polícia após o homem publicar vídeos nas redes sociais afirmando que havia matado a esposa.

Nas gravações, feitas dentro da residência, o suspeito aparece caminhando pela casa e pedindo perdão à família. Ele também acusa a vítima de uma suposta traição.

Quando os policiais chegaram ao local, encontraram Thaís caída no chão da sala, com ferimentos no rosto e grande perda de sangue. O óbito foi constatado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Segundo o boletim de ocorrência, Pedro confessou que agrediu a esposa com socos e a esganou. Ele afirmou ainda que não utilizou nenhum objeto durante o crime.

Após o feminicídio, o homem deixou a residência e foi até a casa da mãe, também no bairro Caieiras. Ele foi localizado pouco depois pela polícia, desorientado e com um corte na parte de trás da cabeça. Pedro foi levado para atendimento médico e, depois, encaminhado à Central de Polícia Judiciária de Praia Grande, onde foi preso em flagrante por feminicídio.

A irmã do suspeito relatou que ele era agressivo desde o início do relacionamento e que já havia presenciado episódios de violência e ameaças.

Thaís teria acionado a polícia poucos dias antes do crime após uma discussão com o marido.

Violência contra mulheres

Os dois casos ocorreram em datas simbólicas para a luta pelos direitos das mulheres. Enquanto o Dia Internacional da Mulher reforça a necessidade de igualdade e proteção, os crimes registrados em Praia Grande mostram que o feminicídio ainda é uma realidade presente no país.

As ocorrências foram encaminhadas para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande, que segue com as investigações.

 

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