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(foto: divulgação/ Policia Federal)
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Investigação aponta esquema interestadual e internacional, com ramificações em Minas, Goiás, Rio de Janeiro e Bahia.

Uma operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (26) colocou na mira um grupo suspeito de integrar um esquema internacional de tráfico de armas com base operacional em Uberlândia. A ofensiva policial busca desarticular uma organização criminosa investigada também por envolvimento com o tráfico internacional de drogas.

Ao longo da ação, foram cumpridos seis mandados de prisão temporária e outros seis de busca e apreensão. As diligências ocorreram principalmente em bairros de Uberlândia, além de desdobramentos em municípios da região.

Segundo a Polícia Federal, esta etapa da investigação é um desdobramento da Operação Scutum, iniciada em outubro de 2024. Na primeira fase, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Uberlândia, Goiânia e Campo Alegre de Goiás. Durante uma das ações, em Uberlândia, os agentes encontraram cigarros eletrônicos na casa de um dos alvos, que acabou preso em flagrante.

As investigações tiveram início no começo de 2024, após a prisão de dois homens flagrados com fuzis, munições, anabolizantes e materiais ligados ao tráfico de drogas. A análise dos celulares apreendidos nessa ocasião revelou um esquema estruturado de importação ilegal de armas vindas do Paraguai, que eram introduzidas no Triângulo Mineiro e redistribuídas para diversos estados, incluindo Goiás, Rio de Janeiro e Bahia.

Com o avanço das apurações, a Polícia Federal identificou que o grupo mantinha ramificações em cidades mineiras como Ituiutaba e Patrocínio, além de conexões fora do estado. A posição estratégica de Uberlândia, com múltiplas rotas rodoviárias para diferentes regiões do país, teria facilitado a logística criminosa.

Durante o cumprimento dos mandados nesta quinta-feira, foram apreendidas armas de fogo e uma grande quantia em dinheiro. O balanço oficial da operação ainda não havia sido divulgado até a última atualização.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, comércio ilegal de armas de fogo e tráfico de drogas. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e dimensionar o alcance total do esquema.

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